O Kremlin citou França, Itália e Alemanha, mas indicou que o Reino Unido ‘mantém posições radicais’.
Por Redação, com CartaCapital – de Moscou
O Kremlin descreveu, nesta sexta-feira, como “positiva” a disposição de alguns países europeus em retomar o diálogo com a Rússia, interrompido após o início da ofensiva contra a Ucrânia em 2022.

– Se isso realmente reflete a visão estratégica dos europeus, é uma evolução positiva em sua postura – disse o porta-voz do Kremlin, Dmitri Peskov, a jornalistas.
– Em Paris, Roma e até Berlim, afirmaram que é necessário conversar com os russos para garantir a estabilidade na Europa. Isso está totalmente alinhado com a nossa visão – acrescentou Peskov.
O porta-voz russo, no entanto, criticou a posição do Reino Unido, que, segundo ele, “mantém posições radicais” e “não deseja contribuir para o estabelecimento da paz”.
Os europeus haviam praticamente rompido todos os contatos – com poucas exceções – com Moscou após o início da ofensiva russa em larga escala contra a Ucrânia, com o objetivo de isolar o presidente russo, Vladimir Putin.
Estados Unidos
No entanto, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, restabeleceu o diálogo com Putin assim que retornou à Casa Branca em janeiro de 2025, com a intenção de encontrar uma solução para o conflito entre Rússia e Ucrânia.
Desde então, ele manteve diversas conversas por telefone com o líder russo e sediou uma cúpula no Alasca em agosto de 2025.