Rio de Janeiro, 05 de Maio de 2026

Rússia inaugura espaço na Bienal de Veneza sob críticas da UE

A Rússia reabre seu pavilhão na Bienal de Veneza, mas enfrenta críticas da União Europeia devido à sua participação em meio a sanções. Descubra detalhes da inauguração.

Terça, 05 de Maio de 2026 às 12:18, por: CdB

A abertura do espaço foi marcada por elementos sensoriais: logo na entrada, apresentações musicais com sons ancestrais e uma profusão de flores perfumadas deram as boas-vindas aos convidados.

Por Redação, com ANSA – de Veneza

A Rússia reabriu nesta terça-feira seu pavilhão na 61ª Bienal de Arte de Veneza, quatro anos após sua última participação no evento. No entanto, a mostra de Moscou será de curta duração: voltado apenas a convidados, o espaço será fechado permanentemente na próxima sexta, véspera da inauguração da edição 2026. Ainda assim, o país poderá concorrer aos prêmios do evento, ponto que voltou a ser criticado pela União Europeia.

Rússia inaugura espaço na Bienal de Veneza sob críticas da UE | Convidados foram recebidos no pavilhão da Rússia com flores e música ancestral
Convidados foram recebidos no pavilhão da Rússia com flores e música ancestral

A abertura do espaço foi marcada por elementos sensoriais: logo na entrada, apresentações musicais com sons ancestrais e uma profusão de flores perfumadas deram as boas-vindas aos convidados.

No andar superior, uma grande árvore “enraizada no céu”- título da mostra – ergue-se no centro do salão, acompanhada por instalações de vídeo que retratam a paisagem da Buriácia, na Sibéria, com toda a sua neve, cavalos e montanhas.

Ao longo do dia, cerca de 30 músicos russos e de outras nacionalidades devem se apresentar no pavilhão, que fará sua inauguração oficial nesta quarta-feira, também para convidados.

A gravação das apresentações continuará até 8 de maio, véspera da abertura da 61ª Exposição Internacional de Arte – In Minor Keys by Koyo Kouoh, quando o espaço voltará a ser fechado permanentemente por ordens do Ministério da Cultura da Itália, após seus inspetores terem realizado, na semana passada, uma avaliação minuciosa da Bienal.

Devido às sanções impostas à Rússia pela invasão à Ucrânia, o relatório do governo italiano frisa que Moscou “não seria capaz de obter autorização para abrir o pavilhão ao público e, portanto, o acesso a ele não será permitido” no período em que a 61ª Bienal estiver em cartaz, ou seja, de 9 de maio a 22 de novembro.

Bienal

Porém as performances realizadas nesta semana serão exibidas ao público em telões do espaço durante toda a Bienal.

Ainda assim, os artistas do país governado por Vladimir Putin poderão concorrer aos prêmios da edição 2026, os “Leões dos Visitantes”, que substituíram o Leão de Ouro e os Leões de Prata após o júri internacional ter renunciado à Bienal de Veneza em meio à polêmica com as participações da Rússia e de Israel.

– Deixei bem claro meu forte descontentamento com a decisão da Bienal de permitir a participação russa na exposição de arte. A Bienal abre no próximo sábado, ironicamente, é o Dia da Europa. E o Dia da Europa deveria ser um dia para celebrar a paz, não uma oportunidade para a Rússia se exibir na Bienal – afirmou a vice-presidente da Comissão Europeia, Henna Virkkunen, em coletiva de imprensa nesta terça.

Ela confirmou que enviou uma nova carta aos dirigentes do evento em Veneza e ressaltou que “não hesitará” em suspender a verba de 2 milhões de euros destinada à Bienal.

– O dinheiro dos contribuintes europeus deve salvaguardar os valores democráticos e a diversidade. E sabemos que esses valores não são respeitados na Rússia de hoje – finalizou Virkkunen. 

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