O ataque, realizado na manhã desta segunda-feira, deixou ainda cerca de 40 feridos.
Por Redação, com ANSA e Reuters – de Moscou
Ao menos sete pessoas morreram, incluindo três crianças, em um bombardeio ucraniano no sul da Rússia, durante o qual destroços de um drone caíram sobre uma praia lotada no vilarejo de Arkhipo-Osipovka, em Gelendzhik.

O ataque, realizado na manhã desta segunda-feira, deixou ainda cerca de 40 feridos.
A informação foi confirmada por Veniamin Kondratyev, governador da região de Krasnodar, onde se localiza a praia, banhada pelo Mar Negro.
– O que aconteceu hoje é um ataque deliberado do regime de Kiev contra a população civil, sem qualquer ligação com a infraestrutura militar – escreveu Kondratyev no Telegram.
“Esse ato terrorista cínico e desumano contra crianças não pode ser justificado”, acrescentou.
Já o governador interino da região russa de Belgorod, Alexander Shuvalyev, confirmou que um drone da Ucrânia caiu próximo a um parquinho, matando uma adolescente de 13 anos e deixando feridas duas meninas de 7 e 9 anos.
Segundo Shuvalyev, citado pela agência Interfax, o ataque ocorreu no vilarejo de Printsevka. Serviços de emergência locais informaram que outros sete civis ficaram feridos em agressões ucranianas em outras cidades da região.
As ofensivas de Kiev também deixaram quatro vítimas civis na Crimeia, território ucraniano anexado pela Rússia em 2014.
De acordo com o chefe administrativo local, Serghei Aksyonov, os bombardeios foram realizados durante a madrugada.
Mar Negro
A Rússia anunciou nesta segunda-feira que está reforçando a proteção dos navios na bacia do Mar de Azov e do Mar Negro, ao mesmo tempo em que desenvolve rotas alternativas para o transporte de cargas, em uma medida que se segue a uma forte escalada dos ataques no mar por ambos os lados na guerra na Ucrânia.
O Ministério dos Transportes da Rússia informou que, em resposta à “situação tensa no Mar de Azov decorrente de ataques hostis com drones a embarcações marítimas”, criou uma força-tarefa para encontrar novas rotas e redirecionar os fluxos de carga para outros meios de transporte.
“Várias empresas de estiva já manifestaram disposição para lidar com volumes adicionais de carga e acelerar as taxas de embarque em seus terminais, dentro dos limites de suas capacidades operacionais”, afirmou em comunicado.
Em conjunto com o Ministério da Defesa, “medidas adicionais estão sendo implementadas para garantir a segurança da navegação e proteger as embarcações na bacia do Mar de Azov e do Mar Negro”.
A Rússia, maior exportadora mundial de trigo, e a Ucrânia, também importante exportadora agrícola, vêm atacando mutuamente suas instalações de exportação agrícola e embarcações comerciais na região do Mar Negro nas últimas semanas, elevando os preços do trigo nos mercados globais.
O principal grupo de lobby do setor de grãos da Rússia alertou na sexta-feira que os ataques de drones ucranianos a navios e portos russos poderiam interromper as exportações de grãos pelo Mar Negro em um futuro próximo, elevando os preços e causando fome na África e no Oriente Médio.
O maior sindicato agrícola da Ucrânia, a UAC, também alertou nas últimas semanas que os ataques russos à navegação perto do porto de Odessa, no sul do país, estão restringindo as exportações ucranianas no período crucial da colheita e poderiam afetar o abastecimento global de alimentos.