Rio de Janeiro, 01 de Agosto de 2026

Cientista alerta para risco de agrotóxicos proibidos na UE e usados no Brasil

Entre os sete ingredientes ativos priorizados para reavaliação na última lista publicada pela Anvisa, um foi banido e quatro encontram-se com a reavaliação em andamento.

Sábado, 01 de Agosto de 2026 às 15:51, por: CdB

Entre os sete ingredientes ativos priorizados para reavaliação na última lista publicada pela Anvisa, um foi banido e quatro encontram-se com a reavaliação em andamento.

Por Redação, com BdF – de São Paulo

Dos dez agrotóxicos mais vendidos no Brasil, sete são proibidos na União Europeia (UE), o que não impede que esses produtos sejam exportados por empresas europeias para o país. Essa condição configura o chamado “colonialismo químico” e coloca em risco a saúde de milhões de brasileiros.

A cada dois dias, uma pessoa morre por intoxicação de agrotóxicos no Brasil , de acordo com relatório da Friends of the Earth Europe

A constatação é da geógrafa Larissa Mies Bombardi, pesquisadora do Instituto de Pesquisa para o Desenvolvimento (IRD, na sigla em francês para Institut de Recherche pour le Développement), sediado na França. A pesquisadora estuda o uso de agrotóxicos e conexões com a economia global há cerca de 15 anos.

 

Ambiente

Bombardi aponta que os agrotóxicos, produtos químicos usados na agricultura para defender as plantações contra pragas, doenças e plantas daninhas, têm como consequência de uso impactos nocivos ao ambiente e às saúdes humana e animal, motivo pelo qual alguns são proibidos no exterior.

A geógrafa denuncia que o Brasil se submete ao colonialismo químico por aceitar em terras nacionais o uso de substâncias proibidas na UE e exportadas para cá.

— São proibidos porque são cancerígenos ou porque provocam malformação fetal ou outros distúrbios hormonais, ou porque provocam severos impactos no ambiente — observa.

 

Lista

Agrotóxicos mais utilizados no Brasil em 2023 e quais são proibidos na UE:

Glifosato e seus sais

Mancozebe — proibido na UE

2,4-D — proibido na UE

Acefato — proibido na UE

Clorotalonil — proibido na UE

Atrazina — proibido na UE

S-metolacloro — proibido na UE

Glufosinato (sal de amônio)

Malationa

Dibrometo de Diquate — proibido na UE

Ainda de acordo com a agência, entre os sete ingredientes ativos priorizados para reavaliação na última lista publicada pela Anvisa, um foi banido (carbendazim), quatro encontram-se com a reavaliação em andamento (tiofanato-metílico, epoxiconazol, procimidona e clorpirifós) e dois aguardam o início da reavaliação (linurom e clorotalonil). 

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