“Ressaltou-se a importância de utilizar as evidências obtidas para formular a posição da Rússia de que a indenização pelos danos deve recair sobre o agressor, em conformidade com o direito internacional”, disse a Rússia, em comunicado.
Por Redação, com Interfax – de Moscou
A Autoridade Marítima Russa ainda avalia a situação em torno do ataque ao navio-tanque Arctic Metagaz, que navegava carregado de gás natural sob bandeira russa no Mar Mediterrâneo. “Foi dada ênfase à necessidade de apurar as causas e os responsáveis pelos danos ao navio-tanque”, afirmou o serviço de imprensa da Autoridade em comunicado divulgado pela agência russa de notícias Interfax, neste sábado.

“Ressaltou-se a importância de utilizar as evidências obtidas para formular a posição da Rússia de que a indenização pelos danos deve recair sobre o agressor, em conformidade com o direito internacional. Foi recomendado o diálogo com os Estados litorâneos do Mar Mediterrâneo para abordar conjuntamente as consequências do ataque terrorista e prevenir um desastre ambiental”, acrescentou o comunicado, sem citar o reconhecimento da autoria do atentado pela Ucrânia.
O navio gaseiro russo Arctic Metagaz foi atacado próximo às águas territoriais de Malta, informou o Ministério dos Transportes da Rússia.
Retaliação
“Em 3 de março, nas proximidades das águas territoriais de um Estado-membro da União Europeia, a República de Malta, foi realizado um ataque contra um navio russo, o Arctic Metagaz. O navio-tanque estava a caminho do porto de Murmansk, com a carga devidamente documentada de acordo com todas as normas internacionais”, pontua o documento.
“O ataque foi realizado a partir da costa da Líbia por embarcações não tripuladas ucranianas”, afirmou o Ministério das Relações Exteriores, por sua vez, em um novo comunicado.
Todos os 30 tripulantes, cidadãos russos, foram resgatados, segundo a autoridade russa. O ataque ao cargueiro russo no Mar Mediterrâneo foi um ato terrorista, declarou o presidente russo, Vladimir Putin. “Moscou reserva-se o direito de retaliar o ataque com medidas políticas e diplomáticas”, completou o Ministério das Relações Exteriores da Rússia.