O bombardeio atingiu principalmente a cidade industrial de Nizhnekamsk, a cerca de 1,6 mil quilômetros da fronteira com a Ucrânia, que é considerada um dos principais polos petroquímicos da Rússia.
Por Redação, com ANSA – de Moscou
Um novo ataque de drones atribuído à Ucrânia deixou ao menos 13 mortos, incluindo uma criança, e quase 40 feridos na república russa do Tartaristão, em uma das ofensivas mais letais realizadas por Kiev em mais de quatro anos de guerra, informaram as autoridades locais nesta segunda-feira.

O bombardeio atingiu principalmente a cidade industrial de Nizhnekamsk, a cerca de 1,6 mil quilômetros da fronteira com a Ucrânia, que é considerada um dos principais polos petroquímicos da Rússia e sedia duas grandes refinarias de petróleo da empresa Tatneft.
As autoridades regionais afirmaram que o ataque massivo teve como alvos instalações industriais, incluindo a refinaria de petróleo Taneco, e áreas civis. Inicialmente, foi informado que 12 pessoas haviam morrido e 39 estavam feridas. No entanto, o número de vítimas subiu posteriormente para 13.
Segundo o Ministério da Defesa da Rússia, as forças de defesa aérea interceptaram e destruíram 456 drones ucranianos durante a noite e os ataques atingiram cerca de 15 regiões russas, além da Crimeia, território ucraniano anexado por Moscou em 2014.
A nova ofensiva provocou uma forte reação das autoridades russas. Rodion Miroshnik, embaixador da Rússia encarregado de acompanhar o que Moscou classifica como “crimes do regime de Kiev”, afirmou que a responsabilidade “pesa na consciência” dos países ocidentais que fornecem armas à Ucrânia.
Guerra
Além disso, chamou de “crime de guerra” o bombardeio que ocorre um dia depois de um ataque na região russa de Belgorod, na fronteira com a Ucrânia, no qual uma mulher morreu quando um drone atingiu uma residência na cidade de Novaya Tavolzhanka.
Ao todo, o ataque do último domingo teria deixado seis mortos e 25 feridos, além de provocar danos a estabelecimentos comerciais e edifícios residenciais.
Paralelamente, o vice-ministro das Relações Exteriores da Rússia, Mikhail Galuzin, afirmou que as ações do presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, não deixam Moscou com “outra escolha” a não ser continuar o conflito.
De acordo com ele, a Rússia não fecha a porta para negociações, mas considera que a iniciativa para retomar o processo diplomático não está atualmente do lado da administração de Vladimir Putin.