Rio de Janeiro, 23 de Janeiro de 2026

Rogério de Andrade será ouvido em inquérito sobre morte de rival

Rogério de Andrade, bicheiro acusado de ser mandante do assassinato de Fernando Iggnácio, será ouvido em inquérito no dia 2 de fevereiro. Entenda o caso.

Sexta, 23 de Janeiro de 2026 às 12:38, por: CdB

Bicheiro apontado como mandante do assassinato de Fernando Iggnácio depõe por videoconferência em processo que apura disputa pelo jogo do bicho.

Por Redação, com Agenda do Poder – do Rio de Janeiro

O bicheiro Rogério de Andrade será interrogado no próximo dia 2 de fevereiro no processo que apura a morte do também contraventor Fernando Iggnácio, executado a tiros em novembro de 2020, no bairro do Recreio dos Bandeirantes, na Zona Sudoeste do Rio. O interrogatório será conduzido pela 1ª Vara Criminal do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro.

Rogério de Andrade será ouvido em inquérito sobre morte de rival | Rogério Andrade
Rogério Andrade

Segundo informa a coluna de Ancelmo Gois, no diário conservador carioca O Globo, o depoimento ocorrerá por videoconferência, já que Rogério de Andrade está atualmente custodiado em um presídio federal de segurança máxima em Campo Grande. Ele foi denunciado pelo Ministério Público do Rio de Janeiro como o mandante do homicídio, atribuído a uma disputa pelo controle do jogo de bicho no estado.

Interrogatórios e novas oitivas

Na mesma audiência, também será interrogado o ex-policial militar Gilmar Eneas Lisboa, acusado de participação no assassinato. Além dele, está prevista a oitiva da viúva de Fernando Iggnácio, Carmem Lúcia de Andrade Iggnácio, e de outras testemunhas que não foram ouvidas na primeira fase do processo.

Essa etapa complementar ocorre após a audiência inicial realizada em 26 de junho do ano passado, quando parte das testemunhas foi ouvida pela Justiça. Com os novos depoimentos, a Vara Criminal busca avançar na instrução do processo antes da fase de alegações finais.

Acusação e contexto do crime

Segundo a denúncia do Ministério Público, Rogério de Andrade teria ordenado a morte de Fernando Iggnácio em meio a uma disputa interna pelo comando do jogo de bicho. Iggnácio foi morto ao deixar um heliporto no Recreio dos Bandeirantes, em um crime que teve ampla repercussão e foi tratado pelas autoridades como execução planejada.

As investigações apontaram a existência de uma organização estruturada para a prática do homicídio, com divisão de tarefas e participação de agentes com histórico na área de segurança pública. O Ministério Público sustenta que o crime teve motivação econômica e estratégica dentro do universo da contravenção.

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