Rio de Janeiro, 09 de Janeiro de 2026

Produção industrial permanece estável, pouco acima da pandemia

Em novembro de 2025, a produção industrial no Brasil se manteve estável, 2,4% acima do nível pré-pandemia, mas ainda 14,8% abaixo do recorde de 2011.

Quinta, 08 de Janeiro de 2026 às 20:02, por: CdB

No entanto, ainda está 14,8% abaixo do nível recorde verificado em maio de 2011. Se comparado a novembro de 2024, os dados indicam que a indústria voltou a apresentar queda na produção com recuo 1,2%.

Por Redação – do Rio de Janeiro

A produção industrial registrou, em novembro de 2025, variação nula (0,0%) na comparação com o mês anterior, quando tinha apresentado alta de 0,1%. Com isso, a indústria continua 2,4% acima do patamar pré-pandemia (fevereiro de 2020).

Produção industrial permanece estável, pouco acima da pandemia | Os números da indústria ainda não se recuperaram do tombo sofrido durante a pandemia de covid-19
Os números da indústria ainda não se recuperaram do tombo sofrido durante a pandemia de covid-19

No entanto, ainda está 14,8% abaixo do nível recorde verificado em maio de 2011. Se comparado a novembro de 2024, os dados indicam que a indústria voltou a apresentar queda na produção com recuo 1,2%.

No acumulado do ano, houve crescimento de 0,6%, e, nos últimos 12 meses, de 0,7%. Embora mostre perda de ritmo em relação aos resultados dos meses anteriores, permaneceu no campo positivo. Os números fazem parte da Pesquisa Industrial Mensal (PIM), divulgada nesta quinta-feira pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

 

Comparação

De acordo com o IBGE, a produção em novembro de duas das quatro grandes categorias econômicas e 15 dos 25 ramos industriais pesquisados mostraram queda, na comparação com o mês imediatamente anterior.

“A principal influência negativa foi registrada por indústrias extrativas, que recuou 2,6% em novembro”, informou o IBGE, em nota. Conforme o gerente da pesquisa, André Macedo, a queda notada neste mês sofreu influência da menor produção de óleos brutos de petróleo, gás natural e minérios de ferro.

— Vale destacar que a retração eliminou parte do avanço de 3,5% verificado em outubro, quando interrompeu dois meses consecutivos de queda na produção. Neste mês observa-se um número maior de atividades no campo negativo — afirmou Macedo.

 

Por setores

A pesquisa mostrou, ainda, resultados negativos nos setores de veículos automotores, reboques e carrocerias (-1,6%), de produtos químicos (-1,2%), de produtos alimentícios (-0,5%) e de bebidas (-2,1%).

O setor de produtos farmoquímicos e farmacêuticos foi o que provocou o principal impacto na média da indústria, com alta de 9,8%. Houve influências positivas significativas também em impressão e reprodução de gravações (18,3%), produtos de minerais não metálicos (3,0%) , produtos de metal (2,7%), máquinas e equipamentos (2,0%) e metalurgia (1,8%).

Nas grandes categorias econômicas com o recuo de 2,5% na comparação com o mês anterior, na série com ajuste sazonal, os bens de consumo duráveis registraram taxa negativa mais elevada em novembro de 2025, o que eliminou parte do avanço de 2,8% obtido em outubro.

 

Indicadores

Ao apresentar queda de 0,6%, o setor produtor de bens intermediários teve o terceiro mês consecutivo de recuo na produção e no período acumulou perda de 1,8%.

Em posição contrária, os segmentos de bens de capital (0,7%) e de bens de consumo semi e não duráveis (0,6%) tiveram desempenho melhor em novembro de 2025. Conforme a pesquisa, o de bens de capital cresceu 2,1% em três meses seguidos e o de bens de consumo semi e não duráveis acumulou avanço de 1,5% no período outubro/novembro de 2025.

De acordo com o IBGE, desde a década de 1970, “a PIM Brasil produz indicadores de curto prazo, relativos ao comportamento do produto real das indústrias extrativa e de transformação”.

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