Durante cerimônia realizada na unidade industrial da Biogénesis Bagó, em Garín, na Argentina, ele afirmou que até o momento não há negociações em andamento entre os governos brasileiro e chinês para alterar o cenário atual.
Por Redação, com Reuters – de São Paulo
O setor exportador de carne bovina segue em compasso de espera diante das medidas de salvaguarda impostas pela China às importações do produto brasileiro. Segundo o presidente da Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (Abiec), Roberto Perosa, não há, neste momento, qualquer negociação em andamento entre os governos do Brasil e da China para rever as cotas.

Durante cerimônia realizada na unidade industrial da Biogénesis Bagó, em Garín, na Argentina, ele afirmou que até o momento não há negociações em andamento entre os governos brasileiro e chinês para alterar o cenário atual.
— As notícias que vêm da China e do governo chinês não são de nenhum tipo de negociação. Sempre aguardamos as negociações entre os governos e, neste momento, não há — disse.
Efeitos
A decisão faz parte das medidas de salvaguarda anunciadas pela China em dezembro de 2025, após a conclusão de uma investigação sobre o aumento das importações de carne bovina e seus efeitos sobre a pecuária local.
Na ocasião, o governo chinês estabeleceu uma cota anual de 1,106 milhão de toneladas para as importações de carne bovina brasileira e determinou que os embarques realizados acima desse volume estariam sujeitos a uma tarifa adicional de 55%.
Como o Brasil já esgotou integralmente essa cota no início deste mês, todas as exportações excedentes passaram a recolher a sobretaxa, que se soma à tarifa de importação de 12% já vigente, elevando a carga tributária total para 67%.