Rio de Janeiro, 21 de Janeiro de 2026

Pouyanné adianta que TotalEnergies segue tendências mundiais do SAF

Patrick Pouyanne, da TotalEnergies, discute a evolução do SAF na aviação e as expectativas de mudanças nas regulamentações da UE.

Quarta, 21 de Janeiro de 2026 às 20:09, por: CdB

No ano passado, a UE determinou que 2% do combustível de aviação disponibilizado em seus aeroportos precisa ser Combustível de Aviação Sustentável (SAF), uma exigência que aumentará para 6% em 2030 e 20% em 2035.

Por Redação, com Reuters – de Davos, Suíça

Presidente-executivo da petroleira TotalEnergies, o francês Patrick Pouyanné afirmou, nesta quarta-feira, esperar que a União Europeia flexibilize seu mandato para incorporar combustíveis sustentáveis na aviação no futuro, de forma semelhante à recente decisão do bloco de abandonar a proposta de proibição de novos carros com motor de combustão interna, a partir de 2035.

Pouyanné adianta que TotalEnergies segue tendências mundiais do SAF | CEO da TotalEnergies, Pouyanné proferiu palestra em Davos
CEO da TotalEnergies, Pouyanné proferiu palestra em Davos

No ano passado, a UE determinou que 2% do combustível de aviação disponibilizado em seus aeroportos precisa ser Combustível de Aviação Sustentável (SAF), uma exigência que aumentará para 6% em 2030 e 20% em 2035.

— Todas as companhias aéreas estão lutando contra a exigência de 6% de SAF, que, francamente, é fácil de atingir… Aposto hoje que o que aconteceu com a regulamentação dos carros acontecerá com a regulamentação do SAF na Europa — disse Pouyanné em um painel do Fórum Econômico Mundial sobre combustíveis limpos.

 

Adesão

A TotalEnergies produz SAF em diversas refinarias com planos de expansão, mas adiou os investimentos para aumentar a capacidade após constatar que seus clientes “não estavam dispostos a comprar mais do que o necessário para atender às normas da UE”, adiantou.

O SAF é de três a quatro vezes mais caro do que o querosene de aviação refinado a partir do petróleo. As companhias aéreas atribuíram a culpa à sua baixa adesão à insuficiência dos volumes produzidos, o que Pouyanne rejeitou.

— Hoje estou diante de clientes, minhas companhias aéreas na Europa, que estão fazendo um lobby enorme, acusando-nos de não investir o suficiente, o que é completamente errado — resumiu Pouyanné.

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