Rio de Janeiro, 28 de Outubro de 2026

Pneus desgastados ampliam riscos durante frenagens

Condição da banda de rodagem, calibragem e aderência interferem na distância necessária para parar o veículo, principalmente sob chuva

Quarta, 28 de Outubro de 2026 às 05:32, por: Sérgio Dias

Condição da banda de rodagem, calibragem e aderência interferem na distância necessária para parar o veículo, principalmente sob chuva

Por Sérgio Dias – de São Paulo

Os pneus são responsáveis por transferir ao pavimento a força gerada pelo sistema de frenagem. Discos, pastilhas e componentes eletrônicos reduzem a rotação das rodas, mas a parada do veículo depende da aderência entre a borracha e o solo. Desgaste, calibragem incorreta e danos estruturais podem ampliar a distância de frenagem.

Pneus desgastados ampliam riscos durante frenagens

A relação entre os sistemas pode ser compreendida pela função de cada componente. O freio diminui o movimento da roda, enquanto o pneu transforma essa ação em contato com o asfalto. Mesmo quando discos e pastilhas funcionam dentro das especificações, a falta de aderência pode comprometer a estabilidade durante uma emergência.

O sistema antitravamento dos freios, conhecido pela sigla ABS, impede que as rodas permaneçam bloqueadas em uma frenagem. O recurso procura conservar o contato dos pneus com o pavimento e permite ao motorista direcionar o veículo durante a redução de velocidade. Sua atuação, entretanto, está condicionada à aderência disponível.

 

Chuva exige atenção

A profundidade dos sulcos interfere no escoamento da água acumulada entre o pneu e a pista. Quando a banda de rodagem está desgastada, a capacidade de drenagem diminui e aumenta a possibilidade de perda de contato com o pavimento e aquaplanagem.

A pressão também modifica o comportamento do automóvel. Valores abaixo ou acima daqueles indicados pela montadora alteram a área de contato e podem interferir na estabilidade, no desgaste e na capacidade de frenagem. A calibragem deve seguir as recomendações previstas para a carga transportada.

O motorista precisa observar ressecamento, cortes, rachaduras, deformações, bolhas nas laterais e desgaste irregular. A borracha sofre alterações com o tempo, devido à exposição ao sol, ao calor e às variações climáticas. Danos devem ser avaliados antes que o veículo continue circulando.

 

Sinais durante a condução

Vibrações no volante podem estar relacionadas aos pneus ou ao balanceamento das rodas. Desvio lateral durante a frenagem pode envolver componentes dos pneus, freios ou suspensão. Trepidações no pedal, ruídos e luzes de advertência no painel também exigem diagnóstico.

Barulhos metálicos podem indicar falhas no sistema de freios. Alertas do ABS, do freio ou do monitoramento da pressão dos pneus não devem ser ignorados. Como diferentes problemas podem gerar sintomas semelhantes, a identificação da causa exige inspeção do conjunto.

A revisão deve abranger calibragem, banda de rodagem, alinhamento, balanceamento, suspensão, danos estruturais e necessidade de rodízio. As medidas e especificações dos pneus precisam corresponder às orientações da fabricante do veículo.

 

Manutenção do conjunto

Empresas como a Dunlop mantêm linhas para diferentes veículos e condições de uso. A escolha do produto, porém, precisa considerar as especificações da montadora. Pneus, freios e suspensão dependem de inspeções periódicas, enquanto o motorista deve manter distância dos demais veículos e adequar a velocidade às condições da via.

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