Rio de Janeiro, 30 de Setembro de 2026

Pneus entram na conta do transporte coletivo


Quarta, 30 de Setembro de 2026 às 11:54, por: Sérgio Dias

Sistema TAIYO e modelos da Dunlop relacionam recapagem, manutenção e disponibilidade ao custo por quilômetro das frotas

Por Sérgio Dias – de São Paulo

O custo de manter os ônibus em circulação não termina na compra dos veículos ou no abastecimento. A escolha dos pneus interfere no rendimento por quilômetro, no consumo de combustível, na recapagem e no tempo de permanência nas oficinas, fatores que participam das despesas do transporte coletivo.

Pneus entram na conta do transporte coletivo

Nesse cenário, a Dunlop relaciona seus pneus SP176 e SP320 às condições encontradas nas operações urbanas, intermunicipais e rodoviárias. A fabricante utiliza o sistema TAIYO, processo que elimina emendas nas partes de borracha e substitui sobreposições por uma construção contínua.

A discussão altera a forma de avaliar a compra. Em vez de considerar apenas o preço inicial, as empresas acompanham o custo por quilômetro rodado, indicador que reúne a distância percorrida, as possibilidades de recapagem e os gastos provocados por substituições, manutenção e interrupções.

 

Tecnologia de fabricação

O sistema TAIYO busca ampliar a uniformidade estrutural do pneu e distribuir os materiais durante a fabricação. Essa configuração interfere no desgaste, na estabilidade e na preservação da carcaça, parte que precisa permanecer em condições de uso para passar pelo processo de recapagem.

Quando a carcaça é aprovada para receber outra banda de rodagem, o investimento inicial pode ser distribuído por uma distância maior. A recapagem também reduz a demanda por matérias-primas e prolonga o aproveitamento do componente sem afastar a necessidade de inspeções e controle técnico.

A conservação ganha peso porque uma falha no trajeto não representa apenas a troca do pneu. O problema pode interromper a viagem, retirar o ônibus de circulação, alterar a programação da linha, provocar atrasos e elevar os custos da empresa responsável pelo serviço.

 

Aplicações distintas

Nas cidades, o Dunlop SP176 trabalha em trajetos com acelerações, frenagens, pavimento irregular, aquecimento dos freios e contato com meios-fios. O modelo utiliza talão reforçado com borracha para dissipação de calor, banda de rodagem com camada dupla, proteção lateral e ejetores de pedras.

A camada dupla auxilia no controle do aquecimento, enquanto a lateral reforçada atua contra danos causados por obstáculos. Os ejetores evitam que fragmentos permaneçam nos sulcos e avancem em direção à carcaça, condição que pode comprometer seu aproveitamento posterior.

Para linhas intermunicipais e rodoviárias, a Dunlop oferece o SP320. O pneu adota uma área de contato destinada ao desgaste uniforme, protetores de sulcos contra pedras e objetos perfurantes e talão com reforço de náilon na medida de 22,5 polegadas.

 

Manutenção preserva investimento

A tecnologia empregada na fabricação precisa estar acompanhada por calibragem, alinhamento, balanceamento, rodízio e inspeções. Esses procedimentos ajudam a identificar desgaste irregular, pressão inadequada e problemas de suspensão ou geometria antes que provoquem a retirada antecipada do pneu.

Bolhas, separação da banda, deformações no talão e rompimentos estruturais podem interromper a operação. Por isso, a gestão combina produto adequado à aplicação, manutenção e acompanhamento do custo por quilômetro durante o ciclo completo.

Ao aplicar o sistema TAIYO aos modelos destinados ao transporte de passageiros, a Dunlop insere a construção dos pneus na administração da frota. Para os operadores, disponibilidade, recapabilidade e rendimento passam a integrar a mesma decisão que começa na compra e continua durante a utilização.

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