Rio de Janeiro, 21 de Setembro de 2026

Pneus desgastados ameaçam segurança e pesam no bolso


Segunda, 21 de Setembro de 2026 às 18:20, por: Sérgio Dias

Sulcos abaixo do limite podem resultar em multa, pontos na carteira e retenção do veículo, além de comprometer a frenagem na chuva

Por Sérgio Dias – de São Paulo

Os motoristas precisam acompanhar a pressão, a profundidade dos sulcos e o estado da borracha para reduzir riscos no trânsito. Como os pneus fazem a ligação entre o veículo e a pista, sua condição interfere na frenagem, na estabilidade e na capacidade de escoar água durante a condução sob chuva.

Pneus desgastados ameaçam segurança e pesam no bolso

“A tecnologia embarcada é uma aliada, não uma substituta da manutenção. Enquanto o carro depende dos pneus para transmitir forças à pista, a segurança começa e termina no cuidado com eles”, afirma Fabio Torres Klabacher, gerente de Vendas e Marketing da Dunlop Brasil.

Sistemas de controle de estabilidade, frenagem automática e antitravamento dos freios dependem da aderência disponível. Se os pneus não mantêm contato adequado com o pavimento, esses recursos encontram menos condições para transmitir as forças de frenagem, aceleração e mudança de direção.

 

Limite e fiscalização

A Resolução nº 913/2022 do Conselho Nacional de Trânsito estabelece 1,6 milímetro como profundidade mínima dos sulcos. A Dunlop recomenda atenção a partir de três milímetros, medida na qual, segundo a empresa, começa a diminuir a capacidade de escoar água e aumenta a possibilidade de aquaplanagem.

Entre três e 1,6 milímetro, o pneu permanece dentro do limite regulamentar, mas apresenta redução de desempenho em pista molhada. Abaixo de 1,6 milímetro, o veículo pode ser enquadrado por mau estado de conservação, infração grave prevista no Código de Trânsito Brasileiro.

A penalidade informada é de R$ 195,23, com cinco pontos na Carteira Nacional de Habilitação e retenção do veículo até a regularização. Além do custo da multa, o motorista pode ter de substituir os pneus antes de voltar a circular.

 

Controle do desgaste

O TWI, sigla em inglês para indicador de desgaste da banda de rodagem, ajuda a identificar o limite. Ele é formado por elevações de borracha no fundo dos sulcos. Letras ou triângulos na lateral do pneu mostram onde esses indicadores estão localizados.

Quando a superfície da banda fica na mesma altura do TWI, o pneu alcançou 1,6 milímetro e deve ser substituído. A conferência precisa ser feita nos sulcos internos, centrais e externos, porque o desgaste pode ocorrer de maneira desigual. O menor valor encontrado deve ser considerado.

Pregos, parafusos, cortes, rachaduras, bolhas e deformações também exigem avaliação. Caso algum desses sinais seja identificado, o motorista deve procurar atendimento especializado para verificar se há possibilidade de reparo ou necessidade de substituição.

 

Verificação da pressão

A pressão deve ser conferida semanalmente com os pneus frios e de acordo com os valores indicados pela fabricante do veículo. As especificações podem ser encontradas no manual, na porta do motorista ou na tampa de abastecimento. O estepe também precisa participar da inspeção.

Pressão incorreta pode provocar desgaste irregular, alterar a estabilidade e aumentar o consumo de combustível. Vibrações no volante ou tendência de o veículo puxar para um dos lados indicam a necessidade de verificar alinhamento, balanceamento e rodízio.

A quilometragem não determina sozinha a condição dos pneus. Tempo de uso, armazenamento, ressecamento e rachaduras também precisam ser avaliados, inclusive em veículos que circulam pouco. A inspeção periódica permite identificar problemas antes que interfiram na capacidade de frenagem.

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