Rio de Janeiro, 30 de Agosto de 2026

Pneu não tem validade fixa e exige avaliação periódica


Domingo, 30 de Agosto de 2026 às 21:59, por: Sérgio Dias

Tempo, quilometragem e estado de conservação precisam ser analisados em conjunto para definir quando o motorista deve substituir os pneus

Por Sérgio Dias – de São Paulo

O pneu não possui uma data fixa de validade que determine, isoladamente, quando deve ser retirado de uso. Tempo desde a fabricação, quilometragem, manutenção e estado de conservação precisam ser avaliados em conjunto porque componentes envelhecem e as condições de utilização interferem diretamente na vida útil.

Pneu não tem validade fixa e exige avaliação periódica

A avaliação exige atenção mesmo quando o veículo percorre poucos quilômetros. Calibragem, alinhamento, balanceamento, condições das vias, carga transportada, clima e maneira de dirigir podem fazer com que dois pneus fabricados na mesma época apresentem níveis diferentes de conservação.

“Não existe um único fator capaz de determinar a vida útil de um pneu. É preciso considerar tempo, quilometragem, condições de uso e, principalmente, seu estado de conservação”, explica Roberto Ayala, Gerente de Engenharia de Vendas da Bridgestone no Brasil. Segundo ele, a inspeção periódica permite acompanhar as condições do produto ao longo dos anos.

 

Idade exige atenção

A Bridgestone recomenda que, depois de cinco anos da data de fabricação, o pneu seja inspecionado por um técnico qualificado. A empresa também orienta que pneus não sejam utilizados após dez anos de fabricação.

O motorista pode verificar a idade pelo número de série DOT presente no pneu. A identificação informa a semana e o ano em que o produto foi fabricado. Assim, mesmo um pneu que tenha rodado pouco precisa ser acompanhado conforme envelhece.

A quilometragem também não determina sozinha a necessidade de substituição. Um veículo utilizado diariamente pode atingir o limite de desgaste antes daquele que circula ocasionalmente. Tipo de pneu, condições das estradas, manutenção e hábitos de condução alteram sua durabilidade.

 

Sulcos não bastam

A profundidade da banda de rodagem constitui um dos indicadores, mas não deve ser considerada isoladamente. Cortes, bolhas, deformações e desgaste irregular também exigem atenção e podem levar à necessidade de avaliação técnica.

Nos sulcos está localizado o TWI, indicador que mostra quando a banda de rodagem atingiu o limite de desgaste de 1,6 milímetro. Ao chegar a esse nível, o pneu deve ser substituído.

O desgaste irregular pode indicar ainda problemas em outros componentes do veículo. Folgas, peças desgastadas, desalinhamento da suspensão e desbalanceamento das rodas estão entre as condições que podem provocar alterações na banda de rodagem, reduzir a vida útil do pneu e interferir na dirigibilidade.

 

Usados pedem avaliação

A compra de pneus usados requer análise do estado do produto porque nem sempre o consumidor terá acesso ao histórico completo de utilização e manutenção. O nível e a uniformidade do desgaste, possíveis avarias e a compatibilidade com as especificações do veículo devem ser verificados.

Na substituição, medida, construção, índice de carga e símbolo de velocidade precisam seguir as especificações estabelecidas pelo fabricante do automóvel e disponíveis no manual do proprietário. A Bridgestone recomenda utilizar preferencialmente pneus da mesma marca e modelo. Quando isso não for possível, os produtos instalados no mesmo eixo devem ser iguais.

A manutenção continua durante toda a utilização. A pressão deve ser verificada semanalmente conforme a indicação do fabricante do veículo, enquanto alinhamento, balanceamento e rodízio precisam ser acompanhados. Evitar sobrecarga, freadas fortes, mudanças bruscas de direção e impactos contra buracos e guias também integra os cuidados destinados a preservar os pneus.

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