Rio de Janeiro, 04 de Setembro de 2026

PF mira fraudes em registros de armas de CACs no Rio

Operação Polaridade cumpriu 20 mandados de prisão após identificar aprovação de pedidos com documentos falsos.

Sexta, 04 de Setembro de 2026 às 13:56, por: CdB

Operação Polaridade cumpriu 20 mandados de prisão após identificar aprovação de pedidos com documentos falsos.

Por Redação, com Agenda do Poder – do Rio de Janeiro

A Polícia Federal fez, na manhã desta sexta-feira, a Operação Polaridade, para desarticular um esquema de fraudes em processos de aquisição e registro de armas de fogo para Colecionadores, Atiradores Desportivos e Caçadores (CACs) desviadas para facções criminosas. Os agentes cumpriram 20 mandados de prisão e 26 de busca e apreensão em municípios do Rio de Janeiro e em Vila Velha, no Espírito Santo.

Fraudes em registros de armas levam PF às ruas no Rio

Dez pessoas foram presas. Ainda não há informações sobre a identificação dos presos e o material apreendido. Na casa de um dos alvos, os agentes encontraram dois fuzis, uma espingarda e três pistolas. A apuração começou após a corporação identificar inconsistências em processos auditados na Delegacia da PF em Niterói.

Um colaborador terceirizado do Núcleo de Armas, alvo da ação, teria aprovado requerimentos sem a documentação obrigatória ou com comprovantes adulterados.

Inconsistências

As diligências revelaram um padrão de irregularidades na instrução dos processos administrativos. Os agentes apuraram que a quadrilha usava comprovantes de residência adulterados, duplicidade de documentos em requerimentos de pessoas distintas e certificados técnicos irregulares. Nesse contexto, o grupo viabilizava a aprovação de pedidos para aquisição de armamentos pesados sem cumprimento das exigências legais.

A PF identificou ainda que armas aprovadas no esquema foram apreendidas em ações policiais, indicando o desvio do material para a ilegalidade.

Os investigados poderão responder, conforme o grau de participação, por organização criminosa, inserção de dados falsos em sistema de informações, corrupção passiva, falsidade ideológica, uso de documento falso e comércio ilegal de armas de fogo. A Polícia Federal segue em diligências para apurar a conexão do grupo com organizações criminosas na região.

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