A elevação considera o aumento médio de R$ 1,35 por litro no período, e pode ser ainda maior dependendo do posto escolhido.
Por Redação – de Brasília
Encher um tanque de 50 litros com gasolina está R$ 67,50 mais caro em três anos, segundo dados da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) divulgados nesta sexta-feira. O cálculo leva em conta a redução acumulada no preço do combustível nas refinarias.

A elevação considera o aumento médio de R$ 1,35 por litro no período, e pode ser ainda maior dependendo do posto escolhido. Na semana passada, o maior preço de revenda registrado no Brasil chegou a R$ 9,29 por litro, encontrado em estabelecimentos de Barueri (SP) e Guarujá (SP). O cenário chama atenção porque, enquanto o preço da gasolina vendida nas refinarias da Petrobras caiu cerca de 16%, o valor final ao consumidor subiu aproximadamente 37% ao longo do mesmo intervalo.
Margens
De acordo com o levantamento apresentado pela ANP, a Petrobras representa menos de um terço do preço final da gasolina, respondendo por 28,4% do valor pago pelos motoristas. Outros fatores entram no cálculo, como a mistura obrigatória com etanol, que corresponde a 16,4%; além dos impostos federais (10,7%) e estaduais (24,8%).
Também pesam no bolso do consumidor as margens de distribuição e revenda, que somam 19,6% do total. Entre os elementos que pressionaram o preço está a elevação do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS), que subiu R$ 0,10 por litro.
A Petrobras, por sua vez, anunciou nesta manhã a aquisição de 42,5% de participação no Bloco 2613, localizado em área offshore da República da Namíbia, na África. A decisão amplia o volume de petróleo produzido e consumido no Brasil.