Rio de Janeiro, 11 de Abril de 2026

Paquistão sedia abertura de negociações entre EUA e Irã

As negociações de paz entre EUA e Irã começaram no Paquistão, com foco em cessar-fogo no Líbano e liberação de ativos iranianos.

Sábado, 11 de Abril de 2026 às 11:35, por: CdB

Os negociadores iranianos também teriam solicitado a Washington que convença Israel a implementar um cessar-fogo abrangente em seus ataques no Líbano.

Por Redação, com ANSA – de Islamabad, no Paquistão

As negociações de paz entre o Irã e os Estados Unidos começaram neste sábado, em Islamabad, no Paquistão.

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De acordo com múltiplos veículos de comunicação, as conversas entre as delegações tiveram início após “avanços em consultas intensivas”, durante as quais foram debatidas questões como a limitação dos ataques israelenses a Beirute, a liberação de ativos iranianos pelos EUA e a necessidade de discussões técnicas mais detalhadas.

Os negociadores iranianos também teriam solicitado a Washington que convença Israel a implementar um cessar-fogo abrangente em seus ataques no Líbano.

O governo paquistanês anunciou que o primeiro-ministro do país, Shehbaz Sharif, e o vice-presidente dos EUA, J.D. Vance, reuniram-se antes do início oficial das conversas entre americanos e iranianos, mas o conteúdo do encontro não foi revelado.

Após a chegada das delegações, o ministro das Relações Exteriores do Paquistão, Ishaq Dar, instou os representantes dos dois governos a “se engajarem construtivamente” nas negociações, com o objetivo de pôr fim à guerra no Oriente Médio.

O iraniano Mohammad Marandi, membro da delegação nas negociações, afirmou ser “evidente” que Washington não confia em Teerã, mas garantiu que os negociadores iranianos “são cautelosos e não se deixarão enganar” durante as conversas.

EUA

Paralelamente, o presidente dos EUA, Donald Trump, declarou que o país “está iniciando o processo de limpeza do Estreito de Ormuz como um favor a países de todo o mundo”. O republicano voltou a criticar aliados e afirmou que dezenas de navios minadores iranianos foram destruídos.

“Incrivelmente, eles [seus aliados] não têm a coragem ou a vontade de empreender essa tarefa de forma independente. O único recurso restante do Irã é a ameaça de um navio ‘colidir’ com uma de suas minas marítimas, explosivos que, aliás, estão órfãos, já que todos os seus 28 navios minadores também estão no fundo do mar”, escreveu.

Segundo o jornalista Barack Ravid, da Axios, citando um oficial americano, “vários navios da Marinha” dos Estados Unidos cruzaram recentemente o Estreito de Ormuz. O repórter acrescentou que a ação “não foi coordenada com o Irã” e foi a primeira vez que esse tipo de movimento ocorre desde o início da guerra.

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