O apelo foi feito ao final da tradicional oração do Ângelus, realizada na Praça São Pedro, no Vaticano, perante milhares de fiéis.
Por Redação, com ANSA – da Cidade do Vaticano
O papa Leão XIV apelou neste domingo pelo fim imediato dos bombardeios no Oriente Médio e manifestou preocupação com a possibilidade de o conflito se espalhar para outros países da região.

O apelo foi feito ao final da tradicional oração do Ângelus, realizada na Praça São Pedro, no Vaticano, perante milhares de fiéis.
Aparecendo na janela do Palácio Apostólico, o Pontífice afirmou que as notícias vindas do Irã e de outros pontos do Oriente Médio têm causado consternação.
– Queridos irmãos e irmãs, continuam chegando notícias do Irã e de todo o Oriente Médio que causam profunda preocupação – declarou.
Na sequência, Leão XIV destacou que, “além dos episódios de violência e devastação e do clima generalizado de ódio e medo, cresce o receio de que o conflito se espalhe e que outros países da região, incluindo o querido Líbano, possam voltar a mergulhar na instabilidade”.
Diante do cenário, o líder da Igreja Católica fez um apelo para que as hostilidades sejam interrompidas e para que se abra caminho para negociações.
– Elevamos nossa humilde oração ao Senhor para que o clamor das bombas cesse, que as armas se calem e que se abra espaço para o diálogo, onde a voz dos povos possa ser ouvida – enfatizou.
Vítimas da guerra
Ao concluir a mensagem, o Santo Padre confiou o pedido de paz à intercessão de Maria, Rainha da Paz. Ele pediu que ela acompanhe as vítimas da guerra e inspire caminhos de reconciliação.
– Que ela interceda por aqueles que sofrem por causa da guerra e acompanhe os corações nos caminhos da reconciliação e da esperança – concluiu.
Na semana passada, Robert Prevost já havia feito um apelo para que os líderes mundiais “abandonem os projetos de morte”, em meio à guerra de Israel e Estados Unidos contra o Irã no Oriente Médio, que ameaça afundar toda a região em um conflito disseminado.
Na ocasião, ele também defendeu a interrupção da corrida armamentista, destacando a necessidade de colocar a vida dos mais vulneráveis no centro das decisões e de impedir que a ameaça nuclear continue a determinar o futuro da humanidade.