Rio de Janeiro, 10 de Junho de 2026

EUA enfrentam teste de segurança durante a Copa

Com a Copa do Mundo de 2026 se aproximando, os EUA enfrentam um teste de segurança sem precedentes, com tensões internacionais e políticas migratórias rigorosas.

Quarta, 10 de Junho de 2026 às 12:30, por: CdB

Em um cenário marcado por conflitos internacionais, ameaças à segurança interna e políticas migratórias rígidas.

Por Redação, com ANSA – de Los Angeles

A poucas dias do início da Copa do Mundo de 2026, os Estados Unidos enfrentam um dos maiores desafios de segurança de sua história recente.

Restrições impostas pelo governo norte-americano geraram polêmica

Em um cenário marcado por conflitos internacionais, ameaças à segurança interna e políticas migratórias rígidas, as autoridades americanas finalizam uma ampla operação para garantir a realização do torneio, considerado uma prioridade pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.

A tarefa das forças de segurança é complexa. Além das tensões provocadas pela guerra envolvendo o Irã, as autoridades monitoram possíveis ataques cibernéticos e riscos à segurança do republicano, que recentemente voltou a ser alvo de ameaças, sendo a mais recente durante o Jantar dos Correspondentes da Casa Branca.

A Copa do Mundo recebeu classificação de segurança federal, o mesmo nível atribuído ao Super Bowl, ficando apenas abaixo de eventos como posses presidenciais e convenções partidárias.

As restrições migratórias impostas pelo governo norte-americano também geraram polêmica às vésperas da competição. O árbitro somali Omar Artan foi detido ao chegar aos Estados Unidos, interrogado por 11 horas e posteriormente enviado de volta para Istambul. O governo da Somália pediu uma solução imediata para o caso, mas até o momento não obteve sucesso.

Irã

Outra controvérsia envolve o Irã. A Federação de Futebol do país acusou as autoridades americanas de revogarem sua cota de ingressos, o que, segundo Teerã, impede a presença de seus torcedores nas partidas do Mundial.

Para coordenar a força-tarefa para a Copa do Mundo, a Casa Branca nomeou Andrew Giuliani, filho do ex-prefeito de Nova York. Segundo ele, o torneio representa para as autoridades norte-americanas “o equivalente a organizar 78 Super Bowls em apenas 39 dias”.

A Copa do Mundo ocorre paralelamente às comemorações dos 250 anos da independência dos Estados Unidos, que terão seu ponto alto em 4 de julho. Embora as autoridades afirmem não haver ameaças concretas identificadas até o momento, o nível de alerta permanece elevado após episódios recentes de violência em Nova York e confrontos entre torcedores e policiais durante as finais da NBA.

O FBI passou os últimos dois anos preparando a estratégia de segurança do torneio. Entre as medidas previstas estão o uso de drones capazes de interceptar objetos em áreas de espaço aéreo restrito, cães-robôs para inspeção de bagagens, caminhões equipados com sistemas de raio-X e milhares de câmeras com recursos de inteligência artificial.

A presença de Trump nos jogos também mobiliza os organizadores. O comparecimento do presidente ao terceiro confronto das finais da NBA foi tratado como um teste para futuras aparições durante a Copa do Mundo.

Embora ainda não tenha anunciado quais partidas pretende assistir, a proximidade com o presidente da Fifa, Gianni Infantino, e o apoio demonstrado à realização do torneio nos Estados Unidos indicam que o republicano deverá marcar presença em alguns dos principais jogos da competição.

A partida de abertura da Copa do Mundo de 2026 ocorrerá nesta quinta-feira e será entre México e África do Sul, na Cidade do México. Já o primeiro jogo em território americano será no dia seguinte, entre EUA e Paraguai, na Califórnia.

Edições digital e impressa
 
 

 

 

Jornal Correio do Brasil - 2025