Em um cenário marcado por conflitos internacionais, ameaças à segurança interna e políticas migratórias rígidas.
Por Redação, com ANSA – de Los Angeles
A poucas dias do início da Copa do Mundo de 2026, os Estados Unidos enfrentam um dos maiores desafios de segurança de sua história recente.

Em um cenário marcado por conflitos internacionais, ameaças à segurança interna e políticas migratórias rígidas, as autoridades americanas finalizam uma ampla operação para garantir a realização do torneio, considerado uma prioridade pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.
A tarefa das forças de segurança é complexa. Além das tensões provocadas pela guerra envolvendo o Irã, as autoridades monitoram possíveis ataques cibernéticos e riscos à segurança do republicano, que recentemente voltou a ser alvo de ameaças, sendo a mais recente durante o Jantar dos Correspondentes da Casa Branca.
A Copa do Mundo recebeu classificação de segurança federal, o mesmo nível atribuído ao Super Bowl, ficando apenas abaixo de eventos como posses presidenciais e convenções partidárias.
As restrições migratórias impostas pelo governo norte-americano também geraram polêmica às vésperas da competição. O árbitro somali Omar Artan foi detido ao chegar aos Estados Unidos, interrogado por 11 horas e posteriormente enviado de volta para Istambul. O governo da Somália pediu uma solução imediata para o caso, mas até o momento não obteve sucesso.
Irã
Outra controvérsia envolve o Irã. A Federação de Futebol do país acusou as autoridades americanas de revogarem sua cota de ingressos, o que, segundo Teerã, impede a presença de seus torcedores nas partidas do Mundial.
Para coordenar a força-tarefa para a Copa do Mundo, a Casa Branca nomeou Andrew Giuliani, filho do ex-prefeito de Nova York. Segundo ele, o torneio representa para as autoridades norte-americanas “o equivalente a organizar 78 Super Bowls em apenas 39 dias”.
A Copa do Mundo ocorre paralelamente às comemorações dos 250 anos da independência dos Estados Unidos, que terão seu ponto alto em 4 de julho. Embora as autoridades afirmem não haver ameaças concretas identificadas até o momento, o nível de alerta permanece elevado após episódios recentes de violência em Nova York e confrontos entre torcedores e policiais durante as finais da NBA.
O FBI passou os últimos dois anos preparando a estratégia de segurança do torneio. Entre as medidas previstas estão o uso de drones capazes de interceptar objetos em áreas de espaço aéreo restrito, cães-robôs para inspeção de bagagens, caminhões equipados com sistemas de raio-X e milhares de câmeras com recursos de inteligência artificial.
A presença de Trump nos jogos também mobiliza os organizadores. O comparecimento do presidente ao terceiro confronto das finais da NBA foi tratado como um teste para futuras aparições durante a Copa do Mundo.
Embora ainda não tenha anunciado quais partidas pretende assistir, a proximidade com o presidente da Fifa, Gianni Infantino, e o apoio demonstrado à realização do torneio nos Estados Unidos indicam que o republicano deverá marcar presença em alguns dos principais jogos da competição.
A partida de abertura da Copa do Mundo de 2026 ocorrerá nesta quinta-feira e será entre México e África do Sul, na Cidade do México. Já o primeiro jogo em território americano será no dia seguinte, entre EUA e Paraguai, na Califórnia.