Paes assegurou o apoio ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) nas próximas eleições, mas acende uma vela também para nomes alinhados a bolsonaristas.
Por Redação do Rio de Janeiro
Ex-prefeito do Rio de Janeiro há apenas algumas horas, o político Eduardo Paes (PSD) renunciou ao cargo, nesta sexta-feira, para disputar o governo do Estado. Na última semana à frente do município, Paes partiu para o ataque contra o governador Cláudio Castro (PL) no setor de transportes e segurança pública.

Paes assegurou o apoio ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) nas próximas eleições, mas acende uma vela também para nomes alinhados a bolsonaristas ao indicar para ser seu vice o ex-deputado Washington Reis (MDB), ligado à extrema direita. O candidato afirma ter o aval de Lula para tais movimentos, num Estado em que o PT perdeu em 2022 na disputa contra o ex-mandatário neofascista Jair Bolsonaro (PL).
Aos 56 anos, Paes é o prefeito que por mais tempo comandou o Palácio da Cidade: 13 anos e 2 meses e 20 dias, superando seu antigo padrinho político, Cesar Maia (12 anos). É também o primeiro a renunciar ao cargo desde a redemocratização.
Obrigação
Paes tem dito que sua candidatura ao governo é um forma de contribuir ainda mais com a cidade. Aliados afirmam que a mudança não provocará rejeição, pois, segundo pesquisas internas, o eleitor de Paes deseja que ele concorra ao Palácio Guanabara. Com a saída, assume o vice-prefeito Eduardo Cavaliere (PSD), 31, que será o mais novo a ocupar o cargo na história da cidade.
A última semana de Paes no cargo foi usada para sinalizar os discursos de campanha até outubro.
Na segurança pública, o prefeito vem demonstrando apoio às operações policiais, se afastando de críticas do próprio presidente Lula às ações como a do ano passado no Complexo do Alemão, quando foram mortas 122 pessoas.