Mandados são cumpridos no Complexo da Serrinha e na Comunidade da Primavera.
Por Redação, com Agenda do Poder – do Rio de Janeiro
A Polícia Civil deflagrou, na manhã desta quinta-feira, a Operação Rota Segura para prender integrantes do Terceiro Comando Puro responsáveis por uma série de roubos em Madureira e bairros da Zona Norte do Rio. Até o momento, sete pessoas foram presas.

A ação é resultado de meses de investigação da 29ª DP (Madureira) e ocorre no Complexo da Serrinha, em Vaz Lobo, e na Comunidade da Primavera, em Cavalcanti. Os agentes tentam cumprir 100 mandados, totalizando 47 de prisão e 53 de busca e apreensão.
As diligências contam com o apoio de equipes dos Departamentos-Gerais de Polícia da Capital (DGPC), Especializada (DGPE), do Interior (DGPI), da Baixada (DGPB) e da Coordenadoria de Recursos Especiais (Core).
Na Serrinha, criminosos atearam fogo em barricadas para impedir o avanço dos policiais.
Crimes aconteciam com maior frequência em Madureira
Segundo as investigações, os alvos atuavam de forma organizada e são suspeitos de praticar roubos de veículos, cargas, celulares e de pessoas, além de extorsões, restrições de liberdade e outros crimes graves. Os delitos eram registrados com frequência em Madureira, Cavalcanti, Engenheiro Leal e bairros vizinhos.
De acordo com a Polícia Civil, a operação é resultado de um trabalho de inteligência que reuniu análise de registros de ocorrência, monitoramento dos investigados e outras diligências para identificar os envolvidos.
A operação segue em andamento. Até o momento, não há informações sobre o número de presos.
Em paralelo a ação da Civil, o 41º BPM (Irajá) também faz uma operação no Morro do Juramento, Zona Norte, nesta manhã.
A ação tem como objetivo combater roubos de cargas e veículos, além de retirar barricadas. Até o momento, não há informações sobre presos ou apreensões.
Milicianos
Policiais civis desarticularam, na quarta-feira, uma base de milicianos na comunidade do Piraquê, em Guaratiba, Zona Oeste do Rio. Durante a ação, três suspeitos foram presos e dois veículos roubados recuperados, entre eles um carro de luxo blindado.
Agentes da Delegacia de Repressão às Ações Criminosas Organizadas e Inquéritos Especiais (Draco) conduziram a ofensiva, após investigações apontarem a atuação do grupo na região.
Segundo a Polícia Civil, os milicianos extorquiam moradores e comerciantes e mantinham uma estrutura armada para proteger integrantes e ampliar o controle territorial na comunidade.
Com os milicianos, todos com passagens, os agentes apreenderam uma arma, radiotransmissores, um colete balístico, fardas táticas, coturnos e outros equipamentos.
De acordo com a investigação, todo o material encontrado dava suporte às ações da milícia e fortalecer o domínio do grupo na região.
A Polícia Civil informou que as investigações continuam para identificar outros integrantes da organização, localizar novas bases e aprofundar as apurações sobre a atuação da milícia na Zona Oeste.
Falso policial
Um homem que se passava por policial civil foi detido na noite desta terça-feira, no Taquara Plaza, na Zona Sudoeste do Rio. Segundo agentes do Segurança Presente, com o detido foram apreendidos uma pistola de brinquedo e dois distintivos falsos, sendo um da Polícia Militar e outro de assessor parlamentar. Após ser levado à delegacia, o falso agente acabou liberado.
De acordo com o relato dos agentes, o detido, que não teve a identidade revelada, chamou a atenção por apresentar as mesmas características de um suspeito que, em outras ocasiões, teria se identificado como policial para conseguir bebidas em um estabelecimento comercial.
Durante a abordagem, ele afirmou ser policial civil e disse trabalhar na 28ª DP (Campinho). Ao ser questionado sobre a identidade funcional, informou que não estava com o documento e tentou fugir.
Ainda segundo os policiais, o preso chegou a tentar alcançar um objeto na cintura, mas acabou sendo contido. Na revista, os agentes encontraram a arma falsa, além de um distintivo falso da Polícia Militar e outro da CONAP, de assessor parlamentar.
O caso está registrado na 32ª DP (Taquara). Apesar de ter sido inicialmente detido, ele foi liberado após a análise da autoridade policial.