Ação da Polícia Penal, que começou em agosto, já apreendeu 567 celulares e 8 kg de drogas.
Por Redação, com Agenda do Poder – do Rio de Janeiro
Secretaria de Estado de Polícia Penal (Seppen) fez, nesta quinta-feira, mais uma fase da Operação Illicitus para combater a entrada e a circulação de celulares e drogas nas unidades prisionais fluminenses, e cortar a comunicação entre lideranças do Terceiro Comando Puro (TCP) no Presídio Jones Lopes de Carvalho, conhecido como Bangu 4, e integrantes da facção em liberdade.

As fiscalizações contam com a atuação integrada das subsecretarias Operacional e de Inteligência, ao lado da Corregedoria-Geral da instituição. Até o momento, os agentes recolheram 30 celulares e drogas que ainda serão contabilizadas.
Iniciada em agosto, a Operação Illicitus mira detentos, visitantes e agentes públicos por facilitar ilegalidades no sistema penitenciário. O balanço do período aponta 567 celulares recolhidos, incluindo 64 unidades na Cadeia Pública Paulo Roberto Rocha, Bangu C, na última segunda-feira.
A fiscalização também recolheu 8 kg de drogas nas dependências dos presídios. Com o suporte de scanners corporais, 11 visitantes foram presos em flagrante tentando entrar com itens proibidos nas unidades. Dois policiais penais foram flagrados e detidos por facilitar a entrada dos materiais.
Jogo do bicho
Uma operação conjunta entre a Polícia Civil e o 18º BPM (Jacarepaguá) prendeu três pessoas suspeitas de integrar um esquema da contravenção usando corridas por aplicativo como fachada para recolher dinheiro do jogo do bicho no Rio, na quarta-feira, no Pechincha, Zona Sudoeste do Rio. Os agentes descobriram, ainda, um ponto clandestino de apostas e apreenderam máquinas caça-níqueis.
A investigação teve início na manhã de terça-feira, quando uma passageira — mulher de um delegado da Delegacia Antissequestro (DAS) — embarcou em um veículo para ir ao trabalho. No trajeto, o motorista fez diversas paradas para pegar o dinheiro e impediu a mulher de descer antes do destino final.
Após o alerta da vítima, equipes montaram um cerco e pararam o carro na Avenida Geremário Dantas, no Pechincha, próximo à Linha Amarela. A passageira foi resgatada sem ferimentos.
O motorista, preso em flagrante, estava com maços de dinheiro e anotações da contabilidade ilegal. A partir do rastreamento da rota do carro, a DAS localizou um imóvel usado para apostas clandestinas, onde fez a segunda prisão.
Em um terceiro endereço, a polícia prendeu uma mulher e apreendeu máquinas caça-níqueis, além de uma motocicleta para transportar o dinheiro.
De acordo com a Polícia Civil, os valores eram destinados a uma mulher apontada como a receptadora final do grupo, já identificada pelos investigadores. Os três detidos responderão pelo crime de organização criminosa, e as apurações continuam para mapear outros integrantes do esquema.