Polícia Civil cumpre mandados nas Zonas Oeste e Norte contra organização investigada por clonagem de cartões e uso de empresas de fachada.
Por Redação, com Agenda do Poder – do Rio de Janeiro
A Polícia Civil fez, nesta quarta-feira, a operação Tarja Oculta contra uma organização criminosa investigada por lavagem de dinheiro, clonagem de cartões e outros crimes financeiros. Mandados de busca e apreensão são cumpridos em endereços nas Zonas Sudoeste e Norte do Rio.

De acordo com as investigações, entre 2017 e 2022, os líderes do grupo teriam movimentado mais de R$ 338 milhões. A operação é coordenada pela Delegacia de Combate à Corrupção e à Lavagem de Dinheiro (DCC-LD), com apoio de outras unidades especializadas.
O caso começou a ser apurado em 2022, depois que uma instituição financeira comunicou movimentações consideradas atípicas. Um dos investigados tentou sacar R$ 1 milhão em espécie em uma agência bancária, o que levou ao aprofundamento da apuração sobre a origem e o destino dos valores.
Segundo a Polícia Civil, o grupo é formado por ao menos 25 pessoas e atuaria de forma estruturada, com divisão de funções. A investigação aponta o uso de empresas de fachada, pessoas interpostas e saques fracionados para dificultar o rastreamento do dinheiro.
A polícia agora busca reunir mais elementos para detalhar a atuação de cada investigado e identificar o caminho percorrido pelos recursos suspeitos.
Tráfico
A Polícia Federal realizou na manhã de terça-feira uma operação em Volta Redonda, no Sul Fluminense, para investigar um esquema de tráfico internacional de drogas por meio de encomendas enviadas do exterior. A ação foi desencadeada após a descoberta de uma remessa vinda dos Estados Unidos contendo haxixe escondido em embalagem postal.
A ofensiva faz parte da Operação Express, que apura a importação ilegal de drogas enviadas pelos Correios e serviços internacionais de entrega. Policiais federais cumpriram um mandado de busca e apreensão no município após autorização da 4ª Vara Federal de São João de Meriti.
Segundo a Polícia Federal, as investigações começaram depois que uma encomenda internacional foi retida para fiscalização. O pacote estava identificado como produto alimentício, mas, após análise pericial, a substância encontrada foi confirmada como haxixe.
De acordo com os investigadores, a remessa foi enviada dos Estados Unidos e tinha como destinatário um morador de Volta Redonda.
A operação busca reunir provas e esclarecer a participação do investigado no esquema criminoso. A PF informou que o alvo da investigação poderá responder por tráfico internacional de drogas e outros crimes que eventualmente sejam identificados ao longo das apurações.
O caso está sendo conduzido pela Delegacia da Polícia Federal em Volta Redonda.