Rio de Janeiro, 28 de Outubro de 2026

Novo mandato de Lula tende a fortalecer a aliança com o BRICS

A vitória de Lula nas eleições representa um alívio para a estabilidade do BRICS, dada a ampla capacidade de mediação e liderança do político brasileiro nas...

Quarta, 28 de Outubro de 2026 às 18:05, por: CdB

A vitória de Lula nas eleições representa um alívio para a estabilidade do BRICS, dada a ampla capacidade de mediação e liderança do político brasileiro nas negociações globais.

Por Redação, com Bloomberg – de Brasília

A reeleição de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) abre a possibilidade de o Brasil aproveitar seu peso econômico e político no BRICS para fortalecer sua posição diante dos Estados Unidos e da China, promover alternativas ao dólar no comércio internacional e atrair novos investimentos.

O BRICS foi inicialmente formado pela China, Brasil, Rússia e Índia, mas posteriormente incorporou países como África do Sul, Arábia Saudita, Egito, Emirados Árabes Unidos, Etiópia, Irã e Indonésia

— O Brasil pode atuar como ponte (no BRICS): é uma democracia com laços com o Ocidente, uma potência agroalimentar e energética; além de ser referência em sustentabilidade e governança global — afirmou nesta quarta-feira à agência norte-americana de notícias ‘Bloomberg Línea’ Patricia Gabaldón, economista e professora da IE University, na Espanha.

Para a analista, o Brasil se consolida como a grande economia latino-americana com uma agenda própria dentro do grupo.

— Pode atuar como contrapeso e impulsionar uma agenda centrada na reforma da governança global, no financiamento do desenvolvimento, na transição energética e no comércio em moedas locais — acrescentou.

Diáspora

A vitória de Lula nas eleições representa um alívio para a estabilidade do BRICS, dada a ampla capacidade de mediação e liderança do político brasileiro nas negociações globais.

— A reeleição de Lula marca a continuidade de uma política externa que atribui grande importância ao multilateralismo, à cooperação Sul-Sul e ao fortalecimento do BRICS como espaço de articulação dos países emergentes. O amplo apoio da diáspora brasileira demonstra a aceitação internacional dessa posição — complementou à Bloomberg Cristina Helena Pinto de Mello, professora de Economia da Pontifícia Universidade Católica (PUC) de São Paulo.

Na opinião da catedrática, o Brasil continuará apoiando uma agenda que vai além da dimensão comercial.

Investimentos

O desafio daqui para frente é transformar esse protagonismo diplomático em resultados concretos para o desenvolvimento do Brasil.

— Isso significa ampliar os investimentos, diversificar a cesta de exportações, fortalecer a indústria e aumentar a capacidade de participação do país nas decisões internacionais. As narrativas de soberania devem se traduzir em planos, projetos e ações que construam essa realidade — acrescentou Pinto de Mello.

O BRICS foi inicialmente formado pela China, Brasil, Rússia e Índia, mas posteriormente incorporou países como África do Sul, Arábia Saudita, Egito, Emirados Árabes Unidos, Etiópia, Irã e Indonésia como membros plenos.

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