Mendonça teria considerado graves as revelações de que Moraes poderia ter solicitado ao procurador-Geral da República (PGR), Paulo Gonet, e ao diretor-geral da Polícia Federal (PF), Andrei Rodrigues, algum tipo de proteção a Vorcaro.
Da Redação – de Brasília
Ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), André Mendonça articula uma denúncia ao presidente da Corte, Edson Fachin, para abertura de investigação contra o colega Alexandre de Moraes, após o surgimento de mais suspeitas em torno do ex-banqueiro Daniel Vorcaro, dono do liquidado Banco Master.

Mendonça teria considerado graves as revelações de que Moraes poderia ter solicitado ao procurador-Geral da República (PGR), Paulo Gonet, e ao diretor-geral da Polícia Federal (PF), Andrei Rodrigues, algum tipo de proteção a Vorcaro. Por se tratar de um integrante do Supremo, uma investigação desse porte somente poderá ocorrer com a aprovação do Plenário da Corte.
Patrimônio
Além das supostas mensagens, outro ponto tratado como sensível por Mendonça seria a informação de que Moraes teria editado um contrato de R$ 129 milhões entre o ex-banqueiro e o escritório de sua mulher, Viviane Barci de Moraes. Ao longo dos últimos nove anos, tempo em que Moraes permanece no STF, segundo apurou a mídia conservadora, o patrimônio da família cresceu 266%, com a aquisição de 17 imóveis.
Na largada, segundo a avaliação de fontes próximas ao caso, no STF, Moraes contaria com três votos contrários à abertura da apuração.
Seriam eles Cristiano Zanin, Flávio Dino e Gilmar Mendes. O relator do processo, por sua vez, teria o apoio de Edson Fachin, Nunes Marques e Luiz Fux.O voto de Cármen Lúcia é visto como pendular. Ainda que a ministra e Moraes nunca tenham sido próximos, a aposta nos bastidores é que a magistrada poderia votar a favor da abertura da investigação.
Também pesa a dúvida quanto à participação de Dias Toffoli.