A campanha petista tinha decidido manter Marcola em suas funções de coordenação de agenda. A avaliação era de que não há evidências de irregularidades no empréstimo contraído junto a Roberta Luchsinger.
Por Redação – de Brasília
Ex-assessor do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), Marco Aurélio Santana Ribeiro, ou ‘Marcola’ como é mais conhecido, pediu para deixar a campanha do petista à reeleição, na manhã desta quarta-feira. A decisão ocorre no dia seguinte à citação em um inquérito aberto pela Polícia Federal (PF).

A campanha petista tinha decidido manter Marcola em suas funções de coordenação de agenda. A avaliação era de que não há evidências de irregularidades no empréstimo contraído junto a Roberta Luchsinger. O discurso era permanecer na defesa da “presunção de inocência”.
Advogado
A iniciativa de deixar a equipe partiu do próprio ex-chefe de gabinete do presidente e visa, segundo interlocutores, preservar Lula e a campanha. No momento, inquéritos instaurados pela PF investigam se Roberta e o filho do presidente, Fábio Luís Lula da Silva, o ‘Lulinha’, cometeram atos de corrupção.
O presidente determinou que o discurso a ser adotado é o de “investigar doa a quem doer”, seja ‘Lulinha’ ou seu assessor direto. Marcola ficou na chefia de gabinete pessoal do petista durante todo o atual governo e deixou o posto no dia 21 de julho deste ano. O ex-chefe de gabinete do mandatário já contratou um advogado para atuar em sua defesa.
O escritório de Georges Abboud atua em sua defesa. O advogado é livre-docente pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP); além de professor de Direito Constitucional do Instituto Brasileiro de Ensino, Desenvolvimento e Pesquisa do Distrito Federal (IDP-DF).
Marcola disse, por meio de nota na véspera, que o empréstimo pessoal de R$ 249 mil foi de natureza “estritamente privada”.