Por determinação do próprio presidente, ministros que são deputados ou senadores licenciados devem se afastar dos ministérios para garantir candidaturas e integrar o palanque de Lula.
Por Redação – de Brasília
Dos 38 ministros do governo de Luiz Inácio Lula da Silva (PT), cerca de 20 tendem a deixar suas pastas para concorrer a cargos públicos, como forma de reforçar a base do futuro candidato à reeleição, nos Estados. A conta considera aqueles ministros que já manifestaram a intenção de se deixar os cargos.

Por determinação do próprio presidente, ministros que são deputados ou senadores licenciados devem se afastar dos ministérios para garantir candidaturas e integrar o palanque de Lula. Entre os pedidos diretos feitos por Lula foi para que a ministra da Secretaria de Relações Institucionais (SRI), Gleisi Hoffmann, concorra ao Senado pelo Paraná, e ela já aceitou o pedido.
Responsável pela articulação política do governo, Hoffmann é deputada licenciada pelo PT-PR e esperava-se que ela tentasse a reeleição. Lula, no entanto, acredita que a política paranaense tenha chances de conquistar uma cadeira no Senado. Os ministros, no entanto, precisam se descompatibilizar de suas pastas até abril, às vésperas da campanha eleitoral.
Diplomata
Os ministros que deixarem o cargo para concorrer nas eleições são, na maioria das vezes, substituídos por seus secretários-executivos. No SRI, o próximo na linha de sucessão é o diplomata de carreira Marcelo Costa. Ele tem perfil técnico, mas alas do PT entendem que a pasta precisa de um nome político, mesmo durante os meses da eleição.
Entre os ministros palacianos, o petista Rui Costa (Casa Civil) também deve deixar o cargo para se candidatar ao Senado. Também há uma possibilidade, segundo interlocutores, de que Rui concorra novamente ao Governo da Bahia.
Junto a eles, Sidônio Palmeira (Secretaria de Comunicação) também deve se afastar, mas para comandar a campanha de Lula à reeleição. O marqueteiro foi chefe de campanha na última disputa, em 2022. Diferentemente dos demais, ele deve sair somente em junho.
Até o fim
Guilherme Boulos (Secretaria-Geral) deve ser um dos únicos dos ministros do Palácio do Planalto a se manter na posição. Embora pudesse se candidatar à reeleição como deputado federal pelo PSOL-SP, ele se manterá no cargo até o fim do mandato, por só ter assumido a pasta em outubro passado.
Entre os demais ministros de carreira mais técnica devem se manter no governo durante as eleições o chanceler Mauro Vieira (Relações Exteriores), Wellington Lima e Silva (Justiça), Esther Dweck (Gestão e Inovação), Gustavo Feliciano (Turismo), Margareth Menezes (Cultura) e José Múcio (Defesa).