Rio de Janeiro, 14 de Janeiro de 2026

Haddad, de saída, prepara sucessor com vistas à campanha eleitoral

O ministro Fernando Haddad anuncia sua saída e trabalha na transição para Dario Durigan, enquanto avança em reformas econômicas e se prepara para a campanha eleitoral.

Quarta, 14 de Janeiro de 2026 às 19:52, por: CdB

Haddad já havia anunciado sua saída do ministério “no mais tardar” até fevereiro, mas o ministro ainda trabalha nas demandas que influenciarão os rumos econômicos do país.

Por Redação – de Brasília

Ministro da Fazenda, o economista Fernando Haddad disse, nesta quarta-feira, que gostaria de deixar o cargo ainda este mês. Seu substituto, provavelmente Dario Durigan, atual secretário-executivo da pasta, toma pé das principais demandas da pasta, que enfrentará em breve uma campanha eleitoral aguerrida.

Haddad, de saída, prepara sucessor com vistas à campanha eleitoral | O ministro Fernando Haddad deverá ser um dos coordenadores da campanha de Lula
O ministro Fernando Haddad deverá ser um dos coordenadores da campanha de Lula

Haddad já havia anunciado sua saída do ministério “no mais tardar” até fevereiro, mas o ministro ainda trabalha nas demandas que influenciarão os rumos econômicos do país. Nesta manhã, Haddad participou da sanção de Lei Complementar que integra o conjunto de normativos de regulamentação da Reforma Tributária do Consumo.

A nova Lei, sancionada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), instituiu o Comitê Gestor do Imposto sobre Bens e Serviços (CGIBS) de forma definitiva; além de dispor sobre o contencioso administrativo tributário relativo ao IBS e tratar da distribuição da arrecadação do IBS para os entes federativos, entre outros pontos.

 

Nota oficial

A nova legislação conta com o apoio da Confederação Nacional de Municípios (CNM), que considera a sanção do texto um marco decisivo para o país.

“Para muitos, a sanção pode parecer um ponto final, mas para nós este é apenas o início de um processo longo e desafiador para a consolidação efetiva do novo modelo tributário”, resumiu Paulo Ziulkoski, presidente da CNM, em nota pública divulgada nesta quarta-feira. 

Segundo Ziulkoski, “foi através da mobilização do movimento municipalista, que evitamos a perda de autonomia e asseguramos a participação efetiva dos Municípios na gestão do novo tributo sobre o consumo”.

Edições digital e impressa