Haddad já havia anunciado sua saída do ministério “no mais tardar” até fevereiro, mas o ministro ainda trabalha nas demandas que influenciarão os rumos econômicos do país.
Por Redação – de Brasília
Ministro da Fazenda, o economista Fernando Haddad disse, nesta quarta-feira, que gostaria de deixar o cargo ainda este mês. Seu substituto, provavelmente Dario Durigan, atual secretário-executivo da pasta, toma pé das principais demandas da pasta, que enfrentará em breve uma campanha eleitoral aguerrida.

Haddad já havia anunciado sua saída do ministério “no mais tardar” até fevereiro, mas o ministro ainda trabalha nas demandas que influenciarão os rumos econômicos do país. Nesta manhã, Haddad participou da sanção de Lei Complementar que integra o conjunto de normativos de regulamentação da Reforma Tributária do Consumo.
A nova Lei, sancionada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), instituiu o Comitê Gestor do Imposto sobre Bens e Serviços (CGIBS) de forma definitiva; além de dispor sobre o contencioso administrativo tributário relativo ao IBS e tratar da distribuição da arrecadação do IBS para os entes federativos, entre outros pontos.
Nota oficial
A nova legislação conta com o apoio da Confederação Nacional de Municípios (CNM), que considera a sanção do texto um marco decisivo para o país.
“Para muitos, a sanção pode parecer um ponto final, mas para nós este é apenas o início de um processo longo e desafiador para a consolidação efetiva do novo modelo tributário”, resumiu Paulo Ziulkoski, presidente da CNM, em nota pública divulgada nesta quarta-feira.
Segundo Ziulkoski, “foi através da mobilização do movimento municipalista, que evitamos a perda de autonomia e asseguramos a participação efetiva dos Municípios na gestão do novo tributo sobre o consumo”.