Integrantes do Ministério da Justiça afirmam que, na virada do ano, Lewandowski sinalizou que quer antecipar a saída. E deixar a pasta até o fim desta semana, na sexta-feira.
Por Redação – de Brasília
O que era apenas uma especulação agora se torna uma realidade. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) precisará resolver, de imediato, a troca de seus dois ministros mais relevantes. O ministro da Justiça, Ricardo Lewandowski, sinalizou que deixará o cargo nos próximos dias, enquanto Fernando Haddad, da Fazenda, quer sair até fevereiro.

Integrantes do Ministério da Justiça afirmam que, na virada do ano, Lewandowski sinalizou que quer antecipar a saída. E deixar a pasta até o fim desta semana, na sexta-feira. Entre técnicos da pasta, contudo, há aqueles que preveem a permanência do ministro até a aprovação da ‘PEC da Segurança Pública’. Mas a proposta ainda precisa passar pelo plenário da Câmara e pelo Senado, o que somente seria resolvido ao longo do primeiro semestre do ano.
Já Fernando Haddad também conversou com Lula sobre seu desejo de deixar o ministério no início deste ano, mas sinalizou que poderia ficar até fevereiro. Na Fazenda, a tendência é de o secretário-executivo, Dario Durigan, ficar no comando da pasta.
Campanha
O interesse do ministro seria atuar na coordenação da campanha de reeleição de Lula à Presidência. Os planos do PT — e de Lula — para ele são outros: uma candidatura ao governo de São Paulo ou ao Senado. Antes mesmo da saída de Haddad, o quadro de secretários do ministério da Fazenda já começou a mudar.
No caso do Ministério da Justiça, o diretor-geral da Polícia Federal (PF), Andrei Rodrigues, é um dos cotados para o comando da pasta. O nome de Rodrigues já circula entre os assessores do ministério, onde a avaliação é positiva.
— É o melhor diretor da história da Polícia Federal. Um excelente nome — elogiou o secretário nacional de Assuntos Legislativos do Ministério da Justiça, Marivaldo Pereira, em entrevista ao canal conservador de TV SBT News.
Escolha
Outro integrante do ministério lamentou, sob reservas, a saída de Lewandowski. Mas ponderou que o nome de Andrei seria uma boa escolha.
— Ele é extremamente preparado — pontou.
Andrei Rodrigues está no comando da PF desde 2023. Delegado de carreira há mais de 20 anos, é um nome de confiança do presidente Lula (PT), a quem caberá a palavra final sobre a indicação quando a saída de Lewandowski for oficializada.
Saídas
Com a saída de Lewandowski, seus assessores mais próximos tendem a deixar os cargos no Ministério da Justiça e Segurança Pública. Ao menos dois secretários já sinalizaram a pessoas próximas essa intenção: o secretário-executivo da pasta, Manoel Carlos de Almeida Neto, e o secretário nacional de Segurança Pública, Mario Sarrubbo.
Outro nome que deve deixar a pasta ainda no primeiro semestre é o do secretário de Assuntos Legislativos, Marivaldo Pereira, que deve se lançar como candidato a deputado federal nas eleições de 2026.
Lewandowski adiantou o retorno e reassumiu suas atividades, na véspera.