Rio de Janeiro, 01 de Abril de 2026

Lula confirma Alckmin como vice na chapa à reeleição

Lula anuncia Geraldo Alckmin como vice na chapa para reeleição, destacando a necessidade de mudança na política brasileira.

Terça, 31 de Março de 2026 às 20:17, por: CdB

Na abertura do encontro, Lula afirmou ainda que a política virou negócio e que é preciso convencer o povo de que é possível uma mudança no quadro político do país com a eleição de bons candidatos.

Por Redação – de Brasília

Ao reunir os ministros, nesta terça-feira, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) anunciou o vice-presidente da República, Geraldo Alckmin (PSB) na chapa à reeleição. Até esta manhã, Lula estruturava seu palanque em São Paulo com a possível candidatura de Alckmin ao Senado, mas mudou seus planos. O presidente da República e seu vice não precisam renunciar ao mandato para concorrer ao próximo pleito. Caso a candidatura fosse para outro cargo, aí sim, a desincompatibilização seria necessária, tanto que Alckmin precisou renunciar ao Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Mdic).

Lula confirma Alckmin como vice na chapa à reeleição | Geraldo Alckmin e Lula formaram a chapa vitoriosa que destituiu o governo neofascista de Bolsonaro
Geraldo Alckmin e Lula formaram a chapa vitoriosa que destituiu o governo neofascista de Bolsonaro

Na abertura do encontro, Lula afirmou ainda que a política virou negócio e que é preciso convencer o povo de que é possível uma mudança no quadro político do país com a eleição de bons candidatos.

— Hoje, ainda tem muita gente séria, mas a verdade é que em muitos casos a política virou negócio. Os cargos têm um preço muito alto. Outro dia alguém me dizia: ‘um deputado não será eleito por menos de R$ 50 milhões’. E se isso for verdade, nós chegamos ao fim de qualquer seriedade na política brasileira — afirmou o presidente.

Para Lula, todos são culpados nesse processo. Segundo ele, na perspectiva de não “criar caso para ninguém”, não se propõe as mudanças necessárias.

— E as coisas vão passando e vai piorando e nós chegamos hoje a uma situação de degradação, inclusive de algumas instituições — acrescentou.

 

Secretários

Segundo o presidente, dos 37 ministros do governo, ao menos 18 deixarão o cargo para disputar cargo eletivo em outubro. Políticos que tem a intenção de ser candidatos têm até 4 de abril para deixar cargos atuais, seis meses antes do 1º turno das eleições, que ocorre em 4 de outubro.

Durante a reunião, Lula destacou ainda que não nomeará novos ministros e que as pastas serão ocupadas por membros da equipe atual, como o então secretário executivo do Ministério da Fazenda, Dario Durigan, que assumiu o comando após a saída do ministro Fernando Haddad.

— Temos confiança na equipe que vocês montaram. Temos muita coisa para concluir até o dia 31 de dezembro, e a obrigação de quem vai ficar é concluir, é fazer com que a máquina fique funcionando sem nenhuma paralisia. Não dá para começar a fazer um novo ministério faltando nove meses para terminar o nosso mandato — pontuou.

 

Planalto

A reunião, realizada na Sala Suprema do Palácio do Planalto, após o discurso do presidente, teve ainda as apresentações de integrantes do governo. Entre eles, o chefe da Casa Civil, Rui Costa (PT), que deixará o cargo para concorrer ao Senado pela Bahia, fez um balanço das principais realizações da gestão.

Na área econômica, o ministro da Fazenda, Dario Durigan, sucessor de Fernando Haddad, apresentou um balanço das ações da pasta e os desafios enfrentados até agora. Ele também detalhou estudos sobre os efeitos da taxa de juros na economia, elaborados a pedido de Lula e já apresentados ao núcleo próximo do presidente.

O prazo legal para desincompatibilização termina neste sábado, mas a maioria das exonerações será antecipada. Entre os principais movimentos, Fernando Haddad (PT) será candidato ao governo de São Paulo. Já Márcio França (PSB) assume o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, com a saída de Alckmin, que integra novamente a chapa presidencial como vice.

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