Lula manifestou preocupação com a falta de um palanque competitivo a nove meses do pleito nacional nos maiores centros urbanos do país, no caso, São Paulo, Rio de Janeiro e Belo Horizonte.
Por Redação – de Brasília
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) reuniu-se, noite passada para um jantar no Palácio da Alvorada, residência oficial da Presidência da República, com o vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin (PSB). O cenário eleitoral de São Paulo esteve no centro da conversa que durou cerca uma hora, segundo fontes próximas aos interlocutores.

Ex-governador paulista e nome de peso na política do Estado, Alckmin prometeu a Lula estudar cenários para a estruturação de um palanque forte, no maior colégio eleitoral do país. Em seguida à conversa com Alckmin, Lula também se reuniu nesta semana com o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, para conversar sobre o mesmo assunto. Nenhum dos dois comentou publicamente, até agora, o que foi conversado no encontro.
Em ambos os encontros, Lula manifestou preocupação com a falta de um palanque competitivo a nove meses do pleito nacional nos maiores centros urbanos do país, no caso, São Paulo, Rio de Janeiro e Belo Horizonte.
Preocupação
O desejo do presidente era de que Alckmin ou Haddad disputassem o governo paulista, mas ambos resistem à ideia. Com o impasse, surgiu a possibilidade de a ministra do Planejamento, Simone Tebet, ser candidata. Para isso, ela precisaria mudar o domicílio eleitoral e se filiar ao PSB, o que significaria um movimento tático arriscado à essa altura dos acontecimentos.
Para o Senado, por São Paulo, Lula já avalia uma chapa com os ministros Guilherme Boulos (PSOL) e Marina Silva (Rede).
E em Minas Gerais, com a resistência de Rodrigo Pacheco (PSD), Lula já negocia o apoio ao ministro Alexandre Silveira (PSD).