Rio de Janeiro, 01 de Setembro de 2026

Juros altos pesam, mas PIB ainda registra alta no trimestre

No acumulado de quatro trimestres, o PIB teve expansão de 1,9%, embora a taxa oficial de juros, no país, seja uma das mais altas do mundo, com o exato objetivo de frear o crescimento econômico.

Terça, 01 de Setembro de 2026 às 19:14, por: CdB

No acumulado de quatro trimestres, o PIB teve expansão de 1,9%, embora a taxa oficial de juros, no país, seja uma das mais altas do mundo, com o exato objetivo de frear o crescimento econômico.

Por Redação, por ABr – de Brasília

O desempenho da economia brasileira ficou positivo em 0,5% no segundo trimestre de 2026, na comparação com o primeiro trimestre, segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), divulgados nesta terça-feira. Em relação ao segundo trimestre de 2025, o Produto Interno Bruto (PIB), conjunto dos bens e serviços produzidos no país, apresenta alta de 2%.

PIB
O PIB reúne toda a riqueza produzida pelo país em determinado tempo

No acumulado de quatro trimestres, o PIB teve expansão de 1,9%, embora a taxa oficial de juros, no país, seja uma das mais altas do mundo, com o exato objetivo de frear o crescimento econômico e, consequentemente, os níveis inflacionários.    De acordo com o instituto, o PIB chegou a R$ 3,4 trilhões no segundo trimestre. No primeiro semestre, a economia expandiu 1,9% na comparação com a primeira metade de 2025, segundo o IBGE.

O boletim Focus, uma pesquisa do Banco Central (BC) com instituições do mercado financeiro, divulgado nesta segunda-feira, projeta que 2026 deve terminar com crescimento do PIB de 1,92%. O PIB pode ser calculado pela ótica da produção (análise do desempenho das atividades econômicas) ou do consumo (gastos e investimentos).

 

Indústria

Pela ótica da produção, a agropecuária foi destaque, com variação positiva de 2,8% na passagem do primeiro para o segundo trimestre. Em 12 meses, a alta chega a 6,2%.

A indústria variou positivamente 0,1% do primeiro para o segundo trimestre e 1,4% em 12 meses. Dentro da indústria, o principal motor foi a indústria extrativa, que saltou 3,4% entre os trimestres seguidos.

O setor de serviços, que mais emprega na economia, cresceu 0,2% entre os trimestres seguidos e 1,7% no acumulado de 12 meses.

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