Crime ocorreu após briga durante festejos no Centro da cidade e suspeita de 18 anos foi presa em flagrante.
Por Redação, com Agenda do Poder – do Rio de Janeiro
Uma jovem identificada como Maria Eduarda Lopes Mattos, de 21 anos, foi assassinada com golpes de canivete na madrugada de quinta-feira, no Centro de Natividade. O crime ocorreu na Avenida Amaral Peixoto, durante as comemorações de Réveillon, poucas horas após o encerramento do show que marcou a virada do ano no município.

Conhecida como Duda, a vítima chegou a ser socorrida em estado grave, mas não resistiu aos ferimentos e morreu pouco depois de dar entrada no hospital. O caso causou forte comoção entre moradores da cidade, que celebravam a chegada do ano novo quando a confusão teve início.
Confusão após o fim do show
De acordo com informações apuradas pelo jornalismo da Rádio Natividade junto a fontes policiais, por volta das 2h, um grupo de pessoas que já havia se desentendido anteriormente voltou a se encontrar nas proximidades da área onde ocorria a festa. O reencontro deu início a uma nova discussão, que rapidamente evoluiu para agressões físicas.
Durante a briga, Luciana Vitória Assis Rangel, de 18 anos, que estava acompanhada da irmã de 17 anos e de um rapaz, todos moradores do distrito de Raposo, sacou um canivete que levava na bolsa e atacou Maria Eduarda. A vítima foi atingida no rosto, ombro, braços e em uma das coxas.
Socorro e morte no hospital
Ferida gravemente e com intenso sangramento, Maria Eduarda foi socorrida por uma equipe do SAMU e levada ao Hospital Natividade. Apesar do atendimento de emergência, ela morreu pouco depois em decorrência de uma hemorragia. Segundo as primeiras informações médicas, a veia femoral teria sido atingida durante o ataque.
A própria autora do crime e outras duas pessoas envolvidas na confusão também sofreram cortes superficiais. Elas receberam atendimento médico e foram liberadas posteriormente, ficando sob os cuidados da Polícia Militar.
Prisão em flagrante e investigação
Luciana Vitória Assis Rangel recebeu voz de prisão ainda no local e foi conduzida ao plantão da 140ª DP, onde acabou autuada em flagrante por homicídio. Ela permaneceu custodiada na unidade policial enquanto aguardava transferência para o sistema prisional.
De acordo com as investigações preliminares, a rivalidade entre as partes teria começado meses antes, durante a tradicional Festa de Setembro do município. Desde então, desentendimentos teriam se repetido, culminando no desfecho trágico registrado nas primeiras horas de 2026.
Velório e sepultamento
O corpo de Maria Eduarda, que era de família de Natividade, mas residia atualmente em Laje do Muriaé, foi removido para o IML de Itaperuna. Após a liberação, o velório passou a ser realizado na capela mortuária do bairro Liberdade.
O sepultamento da jovem aconteceu na quinta-feira, reunindo familiares, amigos e moradores da cidade, abalados com a violência registrada durante uma data marcada tradicionalmente por celebrações.
Transferência para presídio feminino
No início da tarde, Luciana Vitória Assis Rangel deixou o setor de custódia da 140ª DP e foi encaminhada à Central de Flagrantes da 143ª DP. De lá, ela foi transferida para o presídio feminino Nilza da Silva Santos, em Campos dos Goytacazes.
A acusada será submetida a audiência de custódia, provavelmente nesta sexta-feira. Na ocasião, o juiz ou juíza responsável decidirá se a prisão em flagrante será convertida em preventiva, mantendo-a presa até o julgamento, ou se haverá o relaxamento da prisão.