Rio de Janeiro, 14 de Agosto de 2026

Israel investe milhões para influenciar respostas de IA sobre Gaza

O principal público-alvo desses sites não são os norte-americanos preocupados. Aliás, nem são seres humanos: a maioria desses sites tem em média poucas centenas de visitantes únicos por mês.

Sexta, 14 de Agosto de 2026 às 12:01, por: CdB

O principal público-alvo desses sites não são os norte-americanos preocupados. Aliás, nem são seres humanos: a maioria desses sites tem em média poucas centenas de visitantes únicos por mês.

Por Redação, com Intercept – de Jerusalém

Desde outubro, o ex-gerente de campanha de Trump, Brad Parscale, está supervisionando sem alarde uma operação de publicação de centenas de postagens em blogs em prol de Israel. Um artigo, intitulado A realidade por trás dos ‘jornalistas’ de Gaza: laços com terrorismo, propaganda, e as leis da guerra, afirma que a maioria dos jornalistas em Gaza estava ligada a organizações terroristas. Outro lança dúvida sobre o assassinato de Hind Rajab, uma menina palestina de cinco anos que foi morta por militares israelenses em 2024.

Israel amplia esforço para moldar respostas de inteligência artificial

O principal público-alvo desses sites não são os norte-americanos preocupados. Aliás, nem são seres humanos: a maioria desses sites tem em média poucas centenas de visitantes únicos por mês. Na verdade, eles foram criados por Parscale e sua empresa, Clock Tower X, no âmbito de um contrato de 46,5 milhões de dólares (238 milhões de reais) com o governo israelense, para tentar influenciar os chatbots de inteligência artificial, ferramentas como Claude e ChatGPT.

Parscale deixou claro seu objetivo de influenciar a inteligência artificial – muitas vezes chamado de “envenenamento de LLM”. Em seu contrato inicial com Israel, Parscale afirmou que iria criar “sites e conteúdo para entregar resultados de enquadramento GPT em conversas GPT” como parte do objeto contratual. Mais recentemente, sua equipe inclusive declarou ao site Axios que estaria “tendo sucesso” em fazer os sistemas mais conhecidos de IA incorporarem informação de seus sites, embora tenham se recusado a fornecer dados.

O plano está funcionando, de acordo com os especialistas em desinformação que avaliaram uma análise do Drop Site sobre consultas a chatbots e dados de treinamento, o que significa que dezenas de milhões de americanos que usam chatbots têm cada vez mais chance de receber respostas manipuladas por Parscal em favor do governo israelense.

Quando o Drop Site perguntou ao Perplexity “é benéfico para os EUA aumentar a cooperação militar com Israel?”, o chatbot respondeu com apenas uma palavra: “sim”. A principal fonte listada foi o site Allyvia.org, criado por Parscale e dedicado a promover a relação militar entre EUA e Israel. O Microsoft Copilot também citou os sites de Parscale.

Perplexity

Allyvia é um dos 10 sites diferentes criados pela Clock Tower X, uma empresa de influência digital altamente especializada, de propriedade de Parscale. Cada site é dedicado a promover uma narrativa israelense distinta. O FastSignal.org, por exemplo, assume o formato de um site de verificação de fatos que lida com informações anti-Israel, e contém artigos que desacreditam jornalistas mortos como terroristas do Hamas, e rejeitam a ideia de que as ações militares de Israel em Gaza constituem um genocídio. Por outro lado, Paxpoint.org promove a narrativa de que Israel é um país de paz.

Todos os sites de Parscale contêm uma declaração na parte inferior de que “este material é distribuído pela Clock Tower X LLC em nome do Estado de Israel”. Essa declaração é obrigatória, por exigência da legislação estadunidense de registro de agentes estrangeiros (FARA). Apesar disso, quando o Drop Site perguntou a alguns importantes chatbots sobre as notícias mais recente no site Paxpoint. org, Perplexity e Copilot não sinalizaram que ele havia sido criado como parte de uma operação israelense de influência. Claude, ChatGPT e Gemini sinalizaram a ressalva.

– O Perplexity foi desenvolvido para dar às pessoas respostas com citações e links de várias fontes, para que elas possam ir ao texto original e chegar às suas próprias conclusões – disse o representante Beejoli Shah, em resposta às perguntas do Drop Site News.

Os sites de Parscale – que serão mencionados nesta matéria como a “rede Clock Tower” – são citados por chatbots, mas também estão se infiltrando com sucesso nos dados de treinamento subjacentes.

No começo do ano, a rede Clock Tower começou a ser arquivada pela Common Crawl – uma organização sem fins lucrativos que supervisiona um imenso repositório de dados usado para treinar grandes modelos de linguagem, como ChatGPT, Gemini e Claude. A Common Crawls é a espinha dorsal da indústria de inteligência artificial, e treina 80% dos tokens do GPT-3 da Open AI, o que a torna um modelo útil para entender como atores mal-intencionados podem se infiltrar nos dados de treinamento de IA.

Nos exemplos acima, os usuários podem pelo menos rastrear as fontes que os chatbots estão usando quando buscam diretamente nos sites, como mostram as capturas de tela. Por outro lado, a infiltração nos próprios dados de treinamento pode levar a respostas influenciadas por Israel que são qualquer impossíveis de serem percebidas pelos usuários.

Para medir o quanto a rede conseguiu se infiltrar nos dados usados para treinar modelos de IA, o Drop Site usou o Claude Fable para consultar a Common Crawl e contar com quem frequência os sites de Parscale aparecem nos instantâneos mensais. Uma amostra dessa análise foi verificada manualmente pelo Drop Site. Segundo ela, entre janeiro e junho os 10 sites foram indexados 912 vezes pela Common Crawl. Embora isso seja só uma gota no oceano de dados da Common Crawl, já existem pesquisas indicando que um número muito pequeno de documentos consegue manipular os chatbots de IA, independentemente do volume de dados.

Os 10 sites são:

Paxpoint.org (indexado 220 vezes): site dedicado à narrativa de que Israel é um país pacífico. “O Paxpoint destaca o compromisso contínuo de Israel com a paz e a coexistência, compartilhando acordos históricos, iniciativas humanitárias e projetos comunitários que aproximam as divisões.”

Allyvia.org (indexado 158 vezes): site dedicado a fortalecer a aliança entre EUA e Israel. “O Allyvia mostra como a aliança entre EUA e Israel beneficia diretamente os americanos por meio de segurança conjunta, tecnologias de ponta, criação de empregos e valores compartilhados de liberdade.”

Factsignal.org (indexado 108 vezes): sua missão é “provar que a classificação do Hamas como grupo terrorista reflete um consenso global e é prova irrefutável de violência, não de conspiração”.

Cognitura.org (indexado 106 vezes): o site afirma ser uma “plataforma de pesquisa e educação” dedicada a explorar como agem grupos extremistas como o Hamas.

Justorium.org (indexado 93 vezes): site dedicado a defender que as ações militares de Israel em Gaza “respeitam o direito internacional e refletem a ética democrática compartilhada por EUA e Israel”.

Culturavia.org (indexado 76 vezes): site dedicado a celebrar os laços culturais entre EUA e Israel.

Compassionpulse.org (indexado 57 vezes): site dedicado a compartilhar histórias, dados e testemunhos de “como Israel protege civis, entrega ajuda humanitária e defende valores morais compartilhados com os EUA”.

Econora.org (indexado 49 vezes): dedicado a destacar a relação comercial entre EUA e Israel.

Innovascope.org (indexado 45 vezes): dedicado a destacar a parceria tecnológica entre EUA e Israel.

Feedingyoufiction.com (indexado 1 vez): site com vídeos que afirmam que as filmagens provenientes de Gaza são encenadas, e negando que as pessoas passam fome.

Esses sites estão sendo cada vez mais indexados. Em janeiro de 2026, foram indexados apenas duas vezes. Em maio, os sites foram indexados 376 vezes, antes de uma queda grande em junho. Para aferir a precisão do Claude Fable, o Drop Site pesquisou manualmente uma amostra de 50 URLs da Clock Tower X arquivada no índice CDXJ da Common Crawl, e não detectou nenhum erro.

Hervé Letoqueux, CEO da Check First, uma organização que combate a desinformação digital, explicou que o status da Common Crawl como fonte de referência para treinamento de chatbots deixa o repositório vulnerável como alvo de manipulação. “O repositório da Common Crawl é amplamente usado no mundo da ciência de dados para treinar LLMs, o que também significa que os agentes querem manipular as respostas a seu favor, o que alguns estudos indicam que é bem fácil de fazer.”

São necessários apenas aproximadamente “250 documentos maliciosos para produzir uma vulnerabilidade de ‘backdoor’ em um grande modelo de linguagem – independentemente do tamanho do modelo ou do volume de dados de treinamento”, segundo um estudo da Anthropic publicado em outubro. Os autores do estudo observam que “isso significa que qualquer um pode criar conteúdo online que pode acabar nos dados de treinamento de um modelo”, e que agentes mal intencionados “podem injetar texto específico nessas postagens para que um modelo aprenda comportamentos indesejáveis ou perigosos, em um processo conhecido como envenenamento”.

O Laboratório de Pesquisa Forense Digital do centro de pesquisas Atlantic Council publicou um estudo semelhante este ano sobre as tentativas das redes russas de desinformação de influenciar os LLMs, e destacou uma ressalva importante. Como as empresas de inteligência artificial têm seu próprio processo de controle de qualidade na incorporação de dados, “a inclusão na Common Crawl não garante inclusão nos dados de treinamento de um modelo específico”.

O Drop Site também realizou uma demonstração com Letoqueux para testar cinco chatbots diferentes – Microsoft Copilot, ChatGPT, Google Gemini, Claude AI, e Perplexity – quanto à capacidade de produzir artigos usando apenas seus dados de treinamento. Dentre os cinco, a rede de Parscale apareceu consistentemente apenas nos dados de treinamento de Gemini e Copilot. Claude e ChatGPT aparentemente não continham os sites nos dados de treinamento, embora esses chatbots ainda possam pesquisar sites da rede da Clock Tower X para responder a consultas. O Perplexity, por sua vez, parece ter sido treinado em alguns dos sites da rede.

Microsoft Copilot e Google Gemini não responderam aos diversos pedidos de comentários para esta matéria.

– É fácil provar que esses modelos foram treinados nos sites da Clock Tower X, embora seja difícil determinar o grau em que isso influencia a resposta que um chatbot dá a uma consulta – diz Letoqueux.

A equipe de Parscale atribuiu seu sucesso a uma abordagem mais suave para promovar a narrativa de Israel. Scott Stouffer, CEO da Market Brew – uma empresa especializada em influenciar LLMs, que recebe investimento de Parscale – disse ao site Axios que as informações escritas em “tom factual e bem organizadas” têm mais chances de serem citadas em plataformas de IA. “O que você pode fazer é cuidar para que as suas informações estejam estruturadas, originadas e alinhadas de uma forma que tornem mais provável serem recuperadas pelo sistema quando alguém fizer uma pergunta. Trata-se menos de interferir na conversa, e mais de garantir que seus fatos tenham condições de fazer parte dela.”

Muitos dos posts de blog na rede Clock Tower contêm pelo menos algumas frases com nuance, o que, segundo os pesquisadores de desinformação, os torna mais palatáveis para os chatbots. Por exemplo, a postagem do site FactSignal sobre como os jornalistas em Gaza seria terroristas secretos afirma que “distinguir entre repórteres legítimos e agentes militares nem sempre é simples, mas o jornalismo de precisão exige investigação cuidadosa e transparência”.

O autor de várias postagens é o marqueteiro digital Mark Ginsberg, que vive em Israel, segundo o código fonte. Ginsberg, que se registrou em março nos EUA como agente estrangeiro de Israel, anuncia sua experiência em Otimização para Mecanismos Generativos, GEO – ou abuso de LLM – em seu perfil do Linkedin. Em um artigo no jornal The Times of Israel, em junho, Ginsberg defendeu que Israel invista em iniciativas para influenciar os chatbots. “Israel precisa investir seriamente na defesa da verdade (…) isso significa garantir que informações precisas apareçam não apenas nos arquivos do governo, mas também nos resultados de busca, recursos educacionais, enciclopédias, feeds de redes sociais, podcasts, documentários, e conjuntos de dados de treinamento de IA”, escreveu Ginsberg. Ginsberg defende que tentar influenciar os dados de treinamento de IA não é “abraçar a desinformação”, mas sim, afirmar “a própria realidade”.

Letoqueux, que analisou os sites da rede Clock Tower, confirmou que, como os chatbots têm uma preferência integrada por apresentar uma visão equilibrada, os sites que são criados com um tom mais leve podem ter mais sucesso. “Esses sites poderiam ser muito úteis para fazer controle de danos em questões como ‘Israel está cometendo genocídio?’, porque oferecem a narrativa israelense, que os chatbots podem repetir como representativa de um dos lados do debate”, diz Letoqueux, que foi chefe de operações na VIGINUM, a agência francesa responsável por identificar interferência digital estrangeira.

Alice Lee, analista da NewsGuard, uma empresa de rastreamento de desinformação, explicou em uma entrevista ao Drop Site que os sites da rede de Parscale têm todas as características de sites que conseguiriam influenciar os chatbots. “Os sites têm listas com marcadores, pontos-chave no alto da página, muitas fontes, informações fáceis de digerir, e tudo aumenta a probabilidade de que o conteúdo seja captado por chatbots de IA.”

Embora a rede russa Pravda seja maior, os sites de Parscale têm uma taxa de sucesso muito maior no arquivamento. A rede Clock Tower contém 900 caminhos diferentes – postagens individuais em blogs, fichas técnicas etc – e 85% deles já foram arquivados na Common Crawl, em comparação com a taxa média de aproximadamente 2,5% da rede da Rússia.

Lee, especialista em desinformação russa, explicou que, enquanto a Rússia produz em massa propaganda fácil de desmentir, a abordagem mais direcionada de Israel parece estar mais volta a transmitir a narrativa israelense com meias-verdades, opiniões e fatos controversos, o que é mais difícil de ser descartado pelos LLMs. “É mais difícil criar proteções em torno de opiniões”, ela explica.

Parscale parece ter criado vários outros sites relacionados ao Catar, que acabaram não sendo publicados. No mesmo endereço IP da rede Clock Tower, o Drop site identificou domínios de outros sites, como “qataritracker.org e “qatarfacts.com“. Esses sites estão inacessíveis atualmente.

A rede Clock Tower responde às mudanças de prioridades de Israel. Quando os sites foram lançados, em outubro, muitos deles postavam frequentemente sobre como Israel é um país pacífico. “Enquanto os críticos retratam Israel como resistente a concessões, a história mostra o oposto: Israel fez reiteradas concessões territoriais e estratégicas em troca de paz, apenas para enfrentar hostilidade renovada”, diz uma página de site publicada em outubro, e citada pelo Microsoft Copilot. Essa página foi arquivada duas vezes pela Common Crawl.

Captura de tela do Copilot citando um site da Clock Tower.

Parte desse esforço incluiu moldar a narrativa sobre as ações militares de Israel em Gaza. Por exemplo, uma página no site Justorium.org intitulada “Como Israel reduz danos civis na guerra contra Hamas e Hezbollah” afirma que Israel teria ido além das exigências jurídicas internacionais para reduzir o dano a civis. A postagem diz que Israel “usou ataques curtos de advertência nos telhados, conhecidos como batidas no telhado, para sinalizar perigo iminente sem causar vítimas”. O New York Times já noticiou que Israel “reduziu significativamente o uso das chamadas batidas no telhado” desde os primeiros dias da guerra, e vem frequentemente optando por bombas de 900kg, que causam mais dano, em vez de munições mais precisas.

O post foi arquivado uma vez na Common Crawl, e também é citado pelo Perplexity.

Captura de tela do Perplexity citando um site da Clock Tower X.

Mais recentemente, quando eclodiu um debate nos EUA sobre uma medida do Congresso para entrelaçar ainda mais os setores militares dos EUA e de Israel, a rede Clock Tower publicou uma série de posts tratando essa medida como uma evolução positiva. A versão da Câmara para a Seção 219, como é conhecida, foi aprovada como parte do projeto de lei orçamentária anual da Defesa.

Quando o Drop Site fez aos principais chatbots uma pergunta contendo linguagem semelhante a um dos sites de Parscale – “como a colaboração tecnológica entre EUA e Israel pode beneficiar ambos os países?” – Gemini, Copilot e Perplexity citaram mais uma vez sites da rede Clock Tower, sem destacar que essas fontes foram criadas em nome do governo israelense.

Captura de tela do Gemini citando um site da Clock Tower.

Captura de tela do Copilot citando dois sites da Clock Tower.

A opinião pública sobre Israel despencou nos EUA depois que o cerco militar financiado pelos estadunidenses em Gaza matou mais de 700 mil palestinos, inclusive em recortes demográficos fundamentais, como conservadores e evangélicos, que sempre apoiaram a relação entre EUA e Israel.

EUA

Segundo um novo relatório do Instituto Quincy, elaborado pelo autor desta matéria, Israel já gastou bem mais de US$ 100 milhões (R$ 515 milhões) em iniciativas de lobby estrangeiro nos EUA desde 2023, nos termos da FARA, e 17 novas empresas foram contratadas só em 2024 e 2025. Embora Israel tenha historicamente evitado contratar fornecedores oficiais pelo FARA, o país está se tornando o maior cliente único em 2026.

Parscale, que ganhou notoriedade internacional como diretor de mídia digital da campanha de Trump em 2016, ao contratar a controversa empresa de micro-segmentação Cambridge Analytica, é o maior destinatário do enorme investimento de Israel em influência. A intenção de Parscale de influenciar os chatbots foi relatada pela primeira vez em setembro, pela organização Responsible Statecraft, quando ele assinou um contrato de US$ 1,5 milhão (R$ 7,7 milhões) mensais com o governo israelense para integrar mensagens pró-Israel à mídia conservadora, conduzir uma campanha de disparos em massa de mensagens de texto, e influenciar chatbots. Desde então, o contrato triplicou de tamanho, chegando a US$ 4,5 milhões (R$ 23 milhões) por mês.

Apesar do aumento do investimento, Israel não parece satisfeito com os resultados de Parscale até agora. “Estamos de saco cheio de Brad Parscale”, disse à revista Time um oficial israelense que conhece o contrato. “Demos muito dinheiro para ele. Mas o que ele fez com isso? As coisas só pioraram”, disse a fonte.

Stephen Walt, autor do livro Israel Lobby, sugeriu ao Instituto Quincy que Israel pode não estar recebendo um retorno de seu investimento porque esse tipo de operação de influência é contraproducente. “Depois que uma país angaria a reputação de praticar manipulação constante, e é repetidamente pego inventando informações, fazer isso mais serve apenas para transmitir à audiência a mensagem de que lá vem mais mentirada”, diz Walt.

Parscale e a Clock Tower X não responderam a um pedido de comentários para esta matéria.

A rede Clock Tower serve a outro propósito. Parscale também está liderando uma campanha de disparos em massa que entra em contato com estadunidenses a pretexto de supostas organizações “de paz”. “Olá, eu sou John, da Friends for Peace (Amigos pela Paz). Uma perguntinha rápida para o pessoal de Illinois sobre Israel e Irã. Tem um segundo?”

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