Rio de Janeiro, 10 de Agosto de 2026

Microsoft prepara lançamento de novo chip de IA para setembro

A empresa lançou o chip em novembro ⁠de 2023, mas ficou atrás de rivais como ‌Alphabet e Amazon na expansão de investimento em chips próprios, enquanto busca reduzir dependência ‌de processadores da Nvidia.

Segunda, 10 de Agosto de 2026 às 13:29, por: CdB

A empresa lançou o chip em novembro ⁠de 2023, mas ficou atrás de rivais como ‌Alphabet e Amazon na expansão de investimento em chips próprios, enquanto busca reduzir dependência ‌de processadores da Nvidia.

Por Redação, com Reuters e DW – de São Francisco

A Microsoft planeja lançar ‌o chip de inteligência artificial Maia 300 este ano, possivelmente já no próximo mês, publicou o The Information nesta segunda-feira, citando fontes com conhecimento direto dos planos.

Novo chip de inteligência artificial da Microsoft chega em setembro

A empresa lançou o chip em novembro ⁠de 2023, mas ficou atrás de rivais como ‌Alphabet e Amazon na expansão de investimento em chips próprios, enquanto busca reduzir dependência ‌de processadores da Nvidia.

O Google começou ‌a reconhecer receita proveniente das vendas ⁠diretas de seus chips de IA personalizados, chamados Tensor Processing Units, no segundo trimestre, enquanto a Amazon também tem observado uma crescente adoção de seus processadores, incluindo os chips Trainium.

A Microsoft vem ‌mantendo negociações com a fabricante de chips TSMC para ‌garantir capacidade de ⁠fabricação ⁠de mais de 300 mil unidades de seu chip para ⁠entrega em 2027, ‌de acordo com a ‌reportagem. A empresa também busca aumentar significativamente a produção e persuadir grandes clientes de  computação em nuvem, como a Anthropic, a adotar ⁠o chip.

A Microsoft não respondeu imediatamente a um pedido de comentário da Reuters. A TSMC não pôde ser contatada para comentar fora do horário comercial.

A Microsoft tem ‌como objetivo final garantir capacidade para mais de 1 milhão de chips Maia 300, embora o ⁠fornecimento de componentes e as negociações em andamento com a TSMC sobre a capacidade possam limitar seus planos, de acordo com a reportagem.

A empresa revelou a segunda geração em janeiro, fabricado pela TSMC usando tecnologia de 3 nanômetros.

A Microsoft equipou o chip com uma quantidade significativa de SRAM, um tipo de memória que pode oferecer vantagens de velocidade para sistemas de IA que lidam com um grande número de solicitações de usuários.

Meta

Um tribunal do Estado norte-americano do Novo México condenou a gigante tecnológica Meta a pagar US$ 567 milhões (R$ 2,9 bilhões) a um fundo de reparação para a saúde mental dos jovens por considerar que sua forma de operar prejudica a saúde e a segurança dos adolescentes.

Na primeira fase do julgamento, a controladora do Facebook, WhatsApp e Instagram já havia sido condenada em março a pagar US$ 375 milhões (R$ 1,9 bilhão) em indenizações ao Novo México, após um júri concluir que a empresa expôs crianças a predadores em suas plataformas, entre outros danos.

– As plataformas da Meta constituem uma perturbação pública porque seu propósito e seu efeito são maximizar o engajamento dos usuários, inclusive de formas que resultam prejudiciais para a saúde e a segurança dos adolescentes – declarou o juiz, de acordo com uma decisão divulgada por veículos de imprensa americanos.

O juiz incluiu em sua decisão uma série de medidas inéditas, que também serão aplicadas por cinco anos às contas de adolescentes no Novo México. A empresa do empresário Mark Zuckerberg deverá, em particular, limitar a 90 horas por mês o tempo acumulado de uso do Facebook e do Instagram para menores de 18 anos.

“Discordamos da decisão e vamos recorrer”, afirmou a Meta em comunicado. “Trabalhamos arduamente para manter as pessoas seguras em nossas plataformas e temos sido transparentes sobre os desafios de identificar e remover agentes mal-intencionados e conteúdos nocivos”, acrescentou.

A sentença do juiz Bryan Biedscheid encerra a segunda fase de um processo civil histórico aberto em 2023 pelo procurador-geral do Novo México, Raúl Torrez, que acusou as redes sociais da Meta de provocar uma crise de saúde mental entre os jovens do estado e expor menores à exploração por parte de predadores sexuais.

Torrez classificou a decisão como uma “vitória para todos os pais que se preocupam com o que as redes sociais estão fazendo com seus filhos e para todas as crianças que merecem crescer mais seguras na internet”, informou o jornal Santa Fe New Mexican.

Durante as alegações finais, a promotora Linda Singer afirmou ao júri que os algoritmos da Meta direcionavam adultos para conteúdos publicados por adolescentes, enquanto a empresa ocultava conclusões internas sobre os riscos para os jovens.

A decisão estabelece que o montante será destinado a um fundo a ser criado para remediar os danos causados por seus aplicativos às crianças. Além disso, ordena à empresa que estabeleça limites de tempo para os jovens, restrições a notificações e aprimore o sistema de verificação de denúncias de abuso infantil.

Especialistas, no entanto, dizem que a decisão ainda deixou de fora alguns dos recursos mais prejudiciais;

Críticos da Meta dizem que alguns dos aspectos mais reconhecíveis e potencialmente prejudiciais dos designs do Instagram e do Facebook não foram afetados pela decisão.

Recursos como reprodução automática, rolagem infinita e recomendações de conteúdo algorítmicas têm sido os principais alvos de argumentos legais de que as plataformas de mídia social são projetadas para serem viciantes.

Sob pressão

A Meta e outras gigantes da tecnologia enfrentam uma onda de processos nos Estados Unidos movidos por coletivos, escolas e estados devido às consequências do vício nessas redes sociais entre os jovens e ao modelo em que o crescimento dessa indústria se baseou durante anos.

Mais de 30 estados estão processando a Meta por acusações semelhantes, e é possível que um julgamento comece em agosto em Oakland, na Califórnia.

Em julho, um adolescente americano retirou sua ação contra a Meta poucos dias antes do início do julgamento. O jovem também firmou acordos confidenciais com o YouTube, o TikTok e o Snap.

Esse caso era considerado um julgamento-modelo que poderia ter estabelecido o padrão para a resolução de milhares de ações semelhantes em todo o país.

O primeiro julgamento sobre danos à saúde mental causados pelas redes sociais foi concluído em março, quando um júri de Los Angeles ordenou que a Meta e o Google pagassem US$ 6 milhões (R$ 30 milhões) a uma mulher de 20 anos.

Em maio, a Meta, a Snap, o TikTok e o YouTube firmaram acordos confidenciais com um distrito escolar de Kentucky.

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