Rio de Janeiro, 09 de Setembro de 2026

Citi aponta oportunidades para investimento em minerais críticos

O documento do banco explica que a exposição da América Latina abrange minerais ligados a tendências estruturais de longo prazo, como a eletrificação, baterias, demanda por ativos de refúgio e ímãs/eletrônica.

Quarta, 09 de Setembro de 2026 às 19:33, por: CdB

O documento do banco explica que a exposição da América Latina abrange minerais ligados a tendências estruturais de longo prazo, como a eletrificação, baterias, demanda por ativos de refúgio e ímãs/eletrônica.

Por Redação, com Bloomberg – de São Paulo

O futuro da eletrificação, a transição para energias limpas, a defesa, o setor aeroespacial, a energia nuclear e a infraestrutura digital dependem, em grande parte, do fornecimento de minerais críticos. De acordo com o banco Citi, os minerais críticos estão no centro das principais tendências estruturais que estão transformando a economia global, conforme exposto no recente fórum virtual ‘Latin America’s Role in Driving the Critical Minerals Transformation’ (‘O Papel da América Latina na Condução da Transformação dos Minerais Críticos’).

Terras raras
As chamadas ‘terras raras’ são indispensáveis na fabricação de componentes de alta tecnologia

O documento do banco explica que a exposição da América Latina abrange minerais ligados a tendências estruturais de longo prazo, como a eletrificação, baterias, demanda por ativos de refúgio e ímãs/eletrônica.

Em 2025, a região recebeu cerca de US$ 3,2 bilhões para exploração, sendo o Chile o principal destino. Até 2040, a região teria uma oportunidade de crescimento de US$ 154 bilhões no mercado de minerais: US$ 130 bilhões em novas atividades de mineração e US$ 24 bilhões em refino.

 

Valor estratégico

William Husband, diretor global de Banca Corporativa de Metais e Mineração do Citi, listou à agência norte-americana de notícias Bloomberg Línea os principais minerais e matérias-primas críticas:

Cobre: é o pilar dos sistemas de transmissão de energia elétrica, redes de dados, refrigeração e estruturas físicas dos centros de processamento. Por exemplo, um único centro de dados de Inteligência Artificial (IA) com capacidade de 1 gigawatt (GW) requer cerca de 27.212 toneladas desse metal, cuja possível escassez é projetada como um risco latente para o ano de 2030.

Terras raras (endímio-praseodímio, disprósio e térbio): são o elemento essencial para a fabricação de ímãs de alta potência utilizados em motores elétricos e turbinas eólicas. O silício, o gálio, o germânio, o índio e o tântalo, por sua vez, são elementos essenciais para a produção de microchips e componentes eletrônicos avançados.

Níquel, cobalto, manganês e grafite: são os componentes que sustentam os sistemas de armazenamento de energia em grande escala e as soluções de backup de energia elétrica.

Titânio, tungstênio, antimônio e cromo: elementos estratégicos com aplicações essenciais nas indústrias aeroespacial e de defesa.

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