O documento do banco explica que a exposição da América Latina abrange minerais ligados a tendências estruturais de longo prazo, como a eletrificação, baterias, demanda por ativos de refúgio e ímãs/eletrônica.
Por Redação, com Bloomberg – de São Paulo
O futuro da eletrificação, a transição para energias limpas, a defesa, o setor aeroespacial, a energia nuclear e a infraestrutura digital dependem, em grande parte, do fornecimento de minerais críticos. De acordo com o banco Citi, os minerais críticos estão no centro das principais tendências estruturais que estão transformando a economia global, conforme exposto no recente fórum virtual ‘Latin America’s Role in Driving the Critical Minerals Transformation’ (‘O Papel da América Latina na Condução da Transformação dos Minerais Críticos’).

O documento do banco explica que a exposição da América Latina abrange minerais ligados a tendências estruturais de longo prazo, como a eletrificação, baterias, demanda por ativos de refúgio e ímãs/eletrônica.
Em 2025, a região recebeu cerca de US$ 3,2 bilhões para exploração, sendo o Chile o principal destino. Até 2040, a região teria uma oportunidade de crescimento de US$ 154 bilhões no mercado de minerais: US$ 130 bilhões em novas atividades de mineração e US$ 24 bilhões em refino.
Valor estratégico
William Husband, diretor global de Banca Corporativa de Metais e Mineração do Citi, listou à agência norte-americana de notícias Bloomberg Línea os principais minerais e matérias-primas críticas:
Cobre: é o pilar dos sistemas de transmissão de energia elétrica, redes de dados, refrigeração e estruturas físicas dos centros de processamento. Por exemplo, um único centro de dados de Inteligência Artificial (IA) com capacidade de 1 gigawatt (GW) requer cerca de 27.212 toneladas desse metal, cuja possível escassez é projetada como um risco latente para o ano de 2030.
Terras raras (endímio-praseodímio, disprósio e térbio): são o elemento essencial para a fabricação de ímãs de alta potência utilizados em motores elétricos e turbinas eólicas. O silício, o gálio, o germânio, o índio e o tântalo, por sua vez, são elementos essenciais para a produção de microchips e componentes eletrônicos avançados.
Níquel, cobalto, manganês e grafite: são os componentes que sustentam os sistemas de armazenamento de energia em grande escala e as soluções de backup de energia elétrica.
Titânio, tungstênio, antimônio e cromo: elementos estratégicos com aplicações essenciais nas indústrias aeroespacial e de defesa.