Rio de Janeiro, 24 de Maio de 2026

Inquérito apura uso de cartões de crédito do Master para pagar propinas

Polícia Federal investiga uso de cartões de crédito do Banco Master em esquema de propinas, envolvendo políticos e agentes públicos. Descubra os detalhes.

Domingo, 24 de Maio de 2026 às 12:44, por: CdB

Os agentes federais apreenderam um amplo volume de evidências, ainda em exames periciais detalhados para rastrear a origem, o destino e a finalidade das movimentações.

Por Redação – de Brasília

Uma nova ‘caixa de pandora’ está prestes a ser aberta pela Polícia Federal (PF), que ampliou neste domingo a equipe de agentes e peritos responsáveis pela análise dos cartões de crédito corporativos administrados pelo Banco Master. Na nova fase da operação ‘Compliance Zero’, as investigações miram beneficiários, despesas e estabelecimentos ligados aos cartões, que teriam sido usados em um suposto esquema de propinas com valores bilionários, que tende a revelar os nomes de políticos ligados ao esquema criminoso.

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O ministro André Mendonça revisou atos do antecessor, no caso Master

Os agentes federais apreenderam um amplo volume de evidências, ainda em exames periciais detalhados para rastrear a origem, o destino e a finalidade das movimentações. Um número ainda incerto de cartões teriam sido distribuídos com autorização de Daniel Vorcaro. Parte deles teria sido utilizada para a compra de veículos e bens de alto valor, em operações que, segundo estimativas preliminares, podem alcançar cifras bilionárias.

 

Hugo Motta

A PF trabalha para identificar cada beneficiário dos cartões e os locais onde as despesas foram realizadas. Investigadores avaliam que esse mecanismo teria permitido a transferência de vantagens indevidas a agentes públicos, políticos e integrantes de altas cortes do Judiciário sem a necessidade de circulação de dinheiro em espécie.

Para os investigadores, o cruzamento das informações bancárias com o material apreendido pode formar um conjunto robusto de provas sobre a existência de uma ampla rede de corrupção associada ao Banco Master. Além dos cartões corporativos, a investigação também analisa operações de crédito feitas pela instituição. Entre os casos sob apuração está um empréstimo de R$ 140 milhões destinado a uma familiar do presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), sem registro de pagamento de parcelas.

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