Os agentes federais apreenderam um amplo volume de evidências, ainda em exames periciais detalhados para rastrear a origem, o destino e a finalidade das movimentações.
Por Redação – de Brasília
Uma nova ‘caixa de pandora’ está prestes a ser aberta pela Polícia Federal (PF), que ampliou neste domingo a equipe de agentes e peritos responsáveis pela análise dos cartões de crédito corporativos administrados pelo Banco Master. Na nova fase da operação ‘Compliance Zero’, as investigações miram beneficiários, despesas e estabelecimentos ligados aos cartões, que teriam sido usados em um suposto esquema de propinas com valores bilionários, que tende a revelar os nomes de políticos ligados ao esquema criminoso.

Os agentes federais apreenderam um amplo volume de evidências, ainda em exames periciais detalhados para rastrear a origem, o destino e a finalidade das movimentações. Um número ainda incerto de cartões teriam sido distribuídos com autorização de Daniel Vorcaro. Parte deles teria sido utilizada para a compra de veículos e bens de alto valor, em operações que, segundo estimativas preliminares, podem alcançar cifras bilionárias.
Hugo Motta
A PF trabalha para identificar cada beneficiário dos cartões e os locais onde as despesas foram realizadas. Investigadores avaliam que esse mecanismo teria permitido a transferência de vantagens indevidas a agentes públicos, políticos e integrantes de altas cortes do Judiciário sem a necessidade de circulação de dinheiro em espécie.
Para os investigadores, o cruzamento das informações bancárias com o material apreendido pode formar um conjunto robusto de provas sobre a existência de uma ampla rede de corrupção associada ao Banco Master. Além dos cartões corporativos, a investigação também analisa operações de crédito feitas pela instituição. Entre os casos sob apuração está um empréstimo de R$ 140 milhões destinado a uma familiar do presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), sem registro de pagamento de parcelas.