Criminosos se passaram por funcionários do Hospital Samaritano, tiveram acesso a dados sigilosos e enganaram paciente com entrega domiciliar.
Por Redação, com Agenda do Poder – do Rio de Janeiro
Uma mulher de 76 anos afirma ter sido vítima do golpe do falso exame, que resultou em prejuízo de R$ 159 mil, em Botafogo, Zona Sul do Rio. A 10ª (Botafogo) investiga o caso.

Segundo os agentes, a idosa realizou um exame no Hospital Samaritano, no mesmo bairro, e foi informada que o resultado ficaria pronto em até cinco dias úteis.
No sexto dia, na semana passada, ela passou a receber ligações e mensagens de pessoas que se apresentaram como funcionários da unidade de saúde — era o início da fraude.
Golpistas
Os contatos ocorreram por meio de um aplicativo de mensagens, com o nome e a imagem do hospital exibidos no perfil. Na conversa, os golpistas afirmaram que o resultado do exame era sensível e, por isso, deveria ser entregue pessoalmente na residência da paciente.
Além disso, informaram que um médico entraria em contato posteriormente para explicar o conteúdo.
Diante da abordagem, a vítima seguiu as “orientações”. Um motoboy foi ao endereço e cobrou uma taxa de R$ 5,90 pela entrega, exclusivamente por cartão. O homem teria ficado de capacete durante todo o procedimento.
Ele alegou que a maquininha estava sem conexão e solicitou o wi-fi do celular da idosa. Nesse momento, os criminosos realizaram uma transferência de quase R$ 10 mil.
Em seguida, o homem disse que precisava acessar o wi-fi da residência para concluir a operação. No local, ele conseguiu efetuar novas transações utilizando o cartão de crédito do marido da vítima.
O prejuízo total ultrapassou R$ 100 mil. As movimentações só terminaram quando o banco identificou transações atípicas.
Após perceber a fraude, a família procurou a polícia. Em depoimento, um parente reiterou que a vítima recebeu a ligação com identificação visual do Hospital Samaritano e foi informada que o exame apresentava alterações.
Agenda do Poder produziu uma reportagem especial sobre esse tipo de golpe. Esse esquema criminoso vem lesando milhares de vítimas que moram em bairros nobres da cidade, como Barra da Tijuca, na Zona Sudoeste, e outros na Zona Sul.
Polícia
A Polícia Civil disse investigações estão em andamento para apurar a autoria do crime.
Em nota, o Hospital Samaritano disse que “mantém, em suas dependências, comunicações visuais para alertar aos pacientes e acompanhantes que qualquer pagamento, quando aplicável, deve ser realizado apenas à instituição”.
Além disso, acrescentou que os dados são colhidos somente para a instituição. “O hospital reforça, ainda, que adota protocolos rigorosos de atendimento e apoio ao paciente, em conformidade com as diretrizes da Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD)”, diz a nota.