Rio de Janeiro, 03 de Abril de 2025

Ideia de um bloco da centro-direita morre antes mesmo de nascer

A proposta de união dos três candidatos batizada nas redes sociais de “Alcirina” — junção dos nomes de Alckmin, Ciro e Marina — seria uma estratégia para impedir um segundo turno entre os dois atuais líderes das pesquisas.

Quinta, 04 de Outubro de 2018 às 14:34, por: CdB

A proposta de união dos três candidatos batizada nas redes sociais de “Alcirina” — junção dos nomes de Alckmin, Ciro e Marina — seria uma estratégia para impedir um segundo turno entre os dois atuais líderes das pesquisas.

 
Por Redação - de São Paulo
  O candidato do PSDB à Presidência, Geraldo Alckmin, afirmou nesta quinta-feira que considera ótima a proposta de união, ainda no primeiro turno com os adversários Ciro Gomes, do PDT, e Marina Silva, da Rede. O ex-governador tucano, porém, não abre mão de sua candidatura ao Palácio do Planalto, antes da votação de domingo.
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Nem Ciro Gomes, nem Geraldo Alckmin abrem mão de suas candidaturas
A proposta de união dos três candidatos batizada nas redes sociais de “Alcirina” — junção dos nomes de Alckmin, Ciro e Marina — seria uma estratégia para impedir um segundo turno entre os dois atuais líderes das pesquisas, Jair Bolsonaro (PSL) e Fernando Haddad (PT), que polarizam a disputa e vêm ampliando a distância para os adversários. — Acho ótima a proposta, mas nós queremos receber o apoio do Ciro, da Marina e dos demais candidatos — disse Alckmin a repórteres após conceder entrevista à Rádio Tupi, no Rio de Janeiro.

Nem um, nem outro

Na prática, porém, a ideia é natimorta, uma vez que nenhum dos três candidatos concordariam em abrir mão de suas respectivas candidaturas. Segundo o tucano, que não conseguiu decolar nas pesquisas apesar de ter cerca de metade de todo o tempo de propaganda eleitoral no rádio e na TV, é muito difícil que alguém possa abrir mão da candidatura na reta final da disputa para o primeiro turno. — Na realidade nenhum candidato vai deixar de ser candidato, e o eleitor é que vai decidir o seu voto. Eu não mudo e tenho sido coerente — afirmou. O ex-governador de São Paulo minimizou o resultado da pesquisa Ibope divulgada na quarta-feira, em que apareceu com 7% de apoio ante 8% no levantamento anterior, e disse que vai chegar ao segundo turno. Alckmin aparece no levantamento atrás de Bolsonaro (32%), Haddad (23%) e Ciro Gomes (10%). — Nem o PT, que já vimos o que aconteceu, nem o Bolsonaro com violência que vamos conseguir sair dessa crise. A eleição é domingo. Vamos estar no segundo turno para ganhar a eleição — acrescentou.

Vantagem

A apenas três dias para as eleições, Bolsonaro e Fernando Haddad possuem 32% e 23% das intenções de voto, respectivamente, de acordo com a pesquisa Ibope/Estado/TV Globo divulgada na noite passada. Ambos já apareciam na frente dos outros candidatos nas pesquisas anteriores - na última, Bolsonaro tinha 31% e Haddad, 21%. Nessa, porém, eles ampliaram a vantagem em cima dos demais. Ciro Gomes (PDT) está com 10% das intenções, enquanto Geraldo Alckmin (PSDB) tem 7%. A candidata da Rede, Marina Silva, está com 4% das intenções. Em uma simulação de segundo turno entre Haddad e Bolsonaro, haveria um empate técnico com 43% dos votos totais para o petista e 41% para o candidato do PSL. Em votos válidos, seria 51% para Haddad e 49% para Bolsonaro.
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