As eleições na Hungria estão sendo acompanhadas de perto por diversos países, especialmente europeus, já que o resultado pode influenciar os rumos da guerra entre Rússia e Ucrânia.
Por Redação, com ANSA – de Budapeste
Em eleições que podem destituir o primeiro-ministro da Hungria, Viktor Orbán, após 16 anos no poder, a participação eleitoral alcançou seu nível mais alto em comparação com pleitos anteriores.

De acordo com as autoridades húngaras, 54,14% dos eleitores já haviam votado até as 13h (horário local), confirmando uma participação excepcional. O número representa um aumento significativo em relação a 2022, quando a taxa girava em torno de 40% no mesmo horário.
O líder da oposição húngara, Péter Magyar, votou na seção eleitoral do jardim de infância Hegyvidéki Mesevár, no 12º distrito de Budapeste, e reiterou que, em caso de vitória, sua prioridade será adotar “medidas anticorrupção”.
– Nosso partido vai vencer; a única questão é se será com maioria simples ou absoluta. Precisamos fortalecer a posição da Hungria na União Europeia e na Organização do Tratado do Atlântico Norte – afirmou o opositor, acrescentando a necessidade de “descongelar os fundos” do bloco, retidos devido à disputa entre Bruxelas e Orbán, um dos principais nomes da extrema direita na atualidade.
Após votar, o premiê populista, por sua vez, afirmou que Budapeste precisa “de uma forte unidade nacional para resistir às crises iminentes”.
Eleições
As eleições na Hungria estão sendo acompanhadas de perto por diversos países, especialmente europeus, já que o resultado pode influenciar os rumos da guerra entre Rússia e Ucrânia.
Orbán, líder do partido Fidesz, venceu as quatro últimas eleições parlamentares com ampla vantagem, mas o pleito deste ano pode provocar uma grande reviravolta na situação política da Hungria.