Rio de Janeiro, 13 de Fevereiro de 2026

Homem procurado é detido em meio às Olimpíadas de Inverno

Um torcedor eslovaco foragido foi preso durante os Jogos Olímpicos de Inverno em Milão, após 16 anos de busca. Descubra os detalhes dessa detenção.

Sexta, 13 de Fevereiro de 2026 às 14:21, por: CdB

O criminoso, que não teve a identidade revelada, era alvo de um mandado de prisão expedido pelo Tribunal de Bolzano em 2010 por furtos em estabelecimentos comerciais.

Por Redação, com ANSA – de Milão

Em meio aos Jogos Olímpicos de Inverno de Milão e Cortina D’Ampezzo, a polícia italiana prendeu um torcedor eslovaco foragido da Justiça da Itália há 16 anos.

Homem procurado é detido em meio às Olimpíadas de Inverno | Foragido não pôde ver a vitória da Eslováquia no hockey contra a Finlândia por 4 a 1
Foragido não pôde ver a vitória da Eslováquia no hockey contra a Finlândia por 4 a 1

A detenção do homem de 44 anos, que estava no país para acompanhar uma partida de hóquei no gelo, ocorreu na capital da Lombardia na quarta-feira. O criminoso, que não teve a identidade revelada, era alvo de um mandado de prisão expedido pelo Tribunal de Bolzano em 2010 por furtos em estabelecimentos comerciais.

O eslovaco foi localizado após um alerta emitido por um hotel na região de Baggio. O estrangeiro, que não resistiu à prisão, foi levado para o cárcere em San Vittore. Ele deverá cumprir 11 meses e 7 dias de detenção por crimes contra o patrimônio.

Como a prisão ocorreu pela manhã, o torcedor não pôde acompanhar a partida de hóquei entre a Eslováquia e a Finlândia ocorrida naquele dia no período da tarde, com vitória da seleção de seu país por 4 a 1. 

Corte antidoping

A Corte de Apelação da Organização Nacional Antidoping da Itália (Nado) acatou um recurso da biatleta Rebecca Passler, que havia sido suspensa provisoriamente após testar positivo para a substância letrozol, e permitiu sua participação nas Olimpíadas de Inverno de Milão-Cortina.

Segundo a Federação Italiana de Esportes de Inverno (Fisi), o tribunal reconheceu a aparente plausibilidade da argumentação de Passler, que alega contaminação “involuntária”.

A biatleta havia testado positivo para letrozol em um exame realizado no fim de janeiro e recebido um gancho provisório em 2 de fevereiro, poucos dias antes do início das Olimpíadas de Inverno.

Esse medicamento é proibido pela Agência Mundial Antidoping (Wada) por estar associado ao uso de esteroides anabolizantes e ao aumento da testosterona, uma vez que é um inibidor da aromatase, enzima que converte esse hormônio andrógeno em estradiol.

– Foram dias muito difíceis, mas sempre acreditei na minha boa fé. Agradeço a todos aqueles que me ajudaram, e agora posso finalmente voltar a me concentrar 100% no biatlo – declarou Passler, que se juntará à equipe italiana na próxima segunda-feira.

Quando ela for reintegrada, faltarão duas provas no programa feminino do biatlo: revezamento 4 x 6 quilômetros, em 18 de fevereiro, e 12,5 quilômetros com largada em massa, no dia 21, mas sua participação dependerá do comando técnico do time azzurro.

Passler tem 24 anos e participa das Olimpíadas de Inverno pela primeira vez. Ela é sobrinha de Johann Passler, dono de duas medalhas olímpicas de bronze no biatlo, modalidade que une esqui cross-country e tiro esportivo.

Edições digital e impressa