O criminoso, que não teve a identidade revelada, era alvo de um mandado de prisão expedido pelo Tribunal de Bolzano em 2010 por furtos em estabelecimentos comerciais.
Por Redação, com ANSA – de Milão
Em meio aos Jogos Olímpicos de Inverno de Milão e Cortina D’Ampezzo, a polícia italiana prendeu um torcedor eslovaco foragido da Justiça da Itália há 16 anos.

A detenção do homem de 44 anos, que estava no país para acompanhar uma partida de hóquei no gelo, ocorreu na capital da Lombardia na quarta-feira. O criminoso, que não teve a identidade revelada, era alvo de um mandado de prisão expedido pelo Tribunal de Bolzano em 2010 por furtos em estabelecimentos comerciais.
O eslovaco foi localizado após um alerta emitido por um hotel na região de Baggio. O estrangeiro, que não resistiu à prisão, foi levado para o cárcere em San Vittore. Ele deverá cumprir 11 meses e 7 dias de detenção por crimes contra o patrimônio.
Como a prisão ocorreu pela manhã, o torcedor não pôde acompanhar a partida de hóquei entre a Eslováquia e a Finlândia ocorrida naquele dia no período da tarde, com vitória da seleção de seu país por 4 a 1.
Corte antidoping
A Corte de Apelação da Organização Nacional Antidoping da Itália (Nado) acatou um recurso da biatleta Rebecca Passler, que havia sido suspensa provisoriamente após testar positivo para a substância letrozol, e permitiu sua participação nas Olimpíadas de Inverno de Milão-Cortina.
Segundo a Federação Italiana de Esportes de Inverno (Fisi), o tribunal reconheceu a aparente plausibilidade da argumentação de Passler, que alega contaminação “involuntária”.
A biatleta havia testado positivo para letrozol em um exame realizado no fim de janeiro e recebido um gancho provisório em 2 de fevereiro, poucos dias antes do início das Olimpíadas de Inverno.
Esse medicamento é proibido pela Agência Mundial Antidoping (Wada) por estar associado ao uso de esteroides anabolizantes e ao aumento da testosterona, uma vez que é um inibidor da aromatase, enzima que converte esse hormônio andrógeno em estradiol.
– Foram dias muito difíceis, mas sempre acreditei na minha boa fé. Agradeço a todos aqueles que me ajudaram, e agora posso finalmente voltar a me concentrar 100% no biatlo – declarou Passler, que se juntará à equipe italiana na próxima segunda-feira.
Quando ela for reintegrada, faltarão duas provas no programa feminino do biatlo: revezamento 4 x 6 quilômetros, em 18 de fevereiro, e 12,5 quilômetros com largada em massa, no dia 21, mas sua participação dependerá do comando técnico do time azzurro.
Passler tem 24 anos e participa das Olimpíadas de Inverno pela primeira vez. Ela é sobrinha de Johann Passler, dono de duas medalhas olímpicas de bronze no biatlo, modalidade que une esqui cross-country e tiro esportivo.