Rio de Janeiro, 12 de Fevereiro de 2026

Greve no transporte aéreo atinge Itália durante Jogos de Inverno

A greve no transporte aéreo da Itália coincide com os Jogos de Inverno de 2026, afetando voos e gerando críticas do governo.

Quinta, 12 de Fevereiro de 2026 às 12:10, por: CdB

Segundo a categoria, “não houve disposição” dos empregadores para renovar os contratos “em condições adequadas.

Por Redação, com ANSA – de Milão

O transporte aéreo na Itália entrará em greve na próxima segunda-feira, justamente quando o país sedia as Olimpíadas de Inverno de Milão e Cortina D’Ampezzo.  Além disso, o serviço também será paralisado em 7 de março, durante os Jogos Paralímpicos.

Greve no transporte aéreo atinge Itália durante Jogos de Inverno | Passageiro em desembarque no Aeroporto de Milão-Malpensa
Passageiro em desembarque no Aeroporto de Milão-Malpensa

O anúncio da interrupção foi feito nesta quinta-feira por sindicatos.

“As greves foram convocadas em apoio às disputas sobre a renovação do Acordo Coletivo Nacional de Trabalho (CCNL) e dos contratos de emprego individuais que expiraram há muitos meses, assim como as negociações infrutíferas com empresas que se mostraram indiferentes às reivindicações legítimas”, escreveram todos os sindicatos em carta ao Ministério dos Transportes.

Segundo a categoria, “não houve disposição” dos empregadores para renovar os contratos “em condições adequadas, tornando impossível cancelar ou adiar a greve legitimamente convocada”.

Paralisação

O vice-premiê da Itália e ministro de Infraestrutura e dos Transportes, Matteo Salvini, criticou a paralisação em meio aos Jogos de Inverno de 2026.

– Os sindicatos que ignoram os pedidos da Comissão de Garantia e as propostas de mediação do ministério demonstram irresponsabilidade e postura anti-italiana – afirmou Salvini.

– Enquanto o mundo assiste aos Jogos Olímpicos de Milão-Cortina 2026 com interesse e admiração, a ideia de bloquear o tráfego aéreo é absurda. Trata-se de uma afronta não só aos cidadãos, mas também aos atletas olímpicos e paralímpicos – acrescentou o ministro, reforçando que a resposta do governo será “firme, exigindo respeito à lei e à Itália”.

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