Segundo a polícia, Pitico, de 23 anos, era procurado por associação para o tráfico.
Por Redação, com Agenda do Poder – do Rio de Janeiro
Alexandro dos Santos Ezequiel, o Pitico, apontado como homem de guerra do Comando Vermelho, morreu em um confronto com agentes do 9º BPM (Rocha Miranda) na terça-feira, no Morro do Fubá, na Zona Norte do Rio.

Segundo a PM, Pitico era procurado por associação para o tráfico e tinha um mandado de prisão em aberto. A corporação também o apontava como integrante da chamada ‘Equipe Caos’, grupo ligado a ataques contra rivais e disputas territoriais na região.
Ele chegou a ser levado para o Hospital Estadual Carlos Chagas, mas já chegou morto na unidade.
Invasão
A operação no Morro do Fubá ocorreu após informações de que criminosos estariam reunidos para organizar uma invasão a uma comunidade rival. De acordo com os policiais, as equipes foram recebidas a tiros ao chegar ao local e revidaram.
Ainda conforme a PM, uma mochila localizada ao lado do homem continha cinco carregadores de fuzil e munição. O armamento está na 28ª DP (Campinho), onde a ocorrência foi registrada.
Informações do setor de inteligência do 9º BPM apontavam Pitico como um dos responsáveis pela atuação armada do grupo que age no Morro do Fubá. A polícia também o relacionava a um ataque contra um capitão do batalhão.
Após a morte do homem, criminosos atearam fogo em entulhos e colocaram um ônibus atravessado na Rua Goiás. O policiamento precisou ser reforçado na região. Não houve feridos.
Imagens de drone registraram o momento em que Pitico foi atingido durante o confronto. No vídeo, ele aparece acompanhado de outros homens e armado com um fuzil. Depois de cair, outro criminoso retira a arma do local e foge em direção a uma área de mata. Os militares fizeram uma varredura, mas não localizaram nenhum dos criminosos.
Paraty
Polícia Civil fez, nesta quarta-feira, uma operação contra a expansão do Comando Vermelho (CV) em Paraty, na Costa Verde do Rio. Segundo as investigações, integrantes da facção passaram a cobrar taxas de comerciantes e prestadores de serviços, incluindo barqueiros, para que pudessem trabalhar na região.
A Operação Alba é conduzida por agentes da Delegacia de Repressão a Entorpecentes da Capital (DRE-CAP), com apoio do 5º Departamento de Polícia de Área (5º DPA) e do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco/MPRJ). Os agentes cumprem 29 mandados de prisão e de busca e apreensão em Paraty, na capital, em Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense, e em presídios.
Além da cobrança de valores, a investigação aponta que o grupo também explorava pontos de venda de drogas e impunha regras a moradores e trabalhadores.
As equipes realizam as ações simultaneamente para reunir novas provas, identificar outros envolvidos e entender como funciona a estrutura mantida pelo grupo criminoso.
De acordo com o Gaeco, a liderança da organização é exercida por Marcel Espírito Santo Souza, conhecido como Cebolão; João Pedro Ferreira Francisco, o JP; e Marcelo Silva de Melo Dutra Júnior, o Marcelinho. Os três já estão presos e, a pedido do MPRJ, o Juízo determinou a transferência deles para uma penitenciária de segurança máxima.
A operação busca atingir as atividades financeiras e operacionais da organização e interromper a atuação do Comando Vermelho em Paraty.
Ainda nesta quarta-feira, a Polícia Militar conduz uma nova fase da Operação Interceptação, com ações concentradas em Duque de Caxias, na Baixada Fluminense. A operação tem como foco o combate a roubos de veículos e de cargas.
Ao todo, cerca de 150 policiais militares participam da ação, que conta com 27 viaturas e 24 motopatrulhas. A operação também terá reforço de tropas do Comando de Operações Especiais (COE) e o emprego do Carro-Comando do Batalhão de Polícia de Choque (BPChq).
Segundo a corporação, os locais de atuação foram definidos a partir da análise dos indicadores de criminalidade e de informações levantadas pelos setores de inteligência da PM. A ofensiva busca direcionar o policiamento para áreas com registros de roubos.