Os ataques ocorreram durante a Ashura, a mais importante celebração do calendário religioso xiita, e acertaram um veículo que transitava entre Zawtar Sharqiye e Mayfadun.
Por Redação, com ANSA – de Beirute
O Hezbollah acusou Israel nesta sexta-feira de uma nova “violação flagrante” do cessar-fogo, após a morte de três pessoas nesta manhã durante um ataque com drones que atingiu um carro em Nabatiye, a principal cidade no sul do Líbano.

O bombardeio aéreo foi confirmado por fontes citadas pela Agência Nacional Libanesa (NNA), marcando as primeiras incursões realizadas por caças israelenses desde que a trégua entrou em vigor no último sábado.
Os ataques ocorreram durante a Ashura, a mais importante celebração do calendário religioso xiita, e acertaram um veículo que transitava entre Zawtar Sharqiye e Mayfadun.
“O exército israelense mais uma vez teve como alvo deliberado civis libaneses que se dirigiam para suas casas, sob o pretexto de que representavam uma ameaça às suas forças de ocupação”, afirmou o Hezbollah em um comunicado.
Além desse ataque, a NNA também mencionou uma ofensiva anterior, ocorrida na madrugada desta sexta contra a cidade de Beit Yahoun, no distrito de Bint Jbeil. No entanto, a agência não confirmou eventuais vítimas.
– Israel não tem outra escolha senão retirar-se completamente de cada centímetro do nosso território – declarou o chefe do movimento fundamentalista árabe pró-Irã, Naim Qassem, em uma transmissão ao vivo na TV.
Negociações
Enquanto autoridades libanesas e israelenses mantêm negociações diretas em Washington nesta sexta, Qassem acrescentou que seu grupo não aceitaria “nenhuma normalização, nenhum fim do estado de hostilidade, nenhum benefício para Israel e nenhuma presença parcial em solo libanês”.
– Israel deve sair humilhado e derrotado, e é isso que acontecerá – bradou o líder do movimento paramilitar islâmico.
Qassem também destacou que as tropas das Forças de Defesa de Israel (IDF) não estão no Líbano “apenas para conter os mísseis”, mas porque os israelenses “querem ocupar, engolir” o país.
Uma fonte afirmou ao jornal Haaretz que o atraso nas negociações entre Tel Aviv e Beirute decorre de divergências sobre as zonas-piloto propostas.
As declarações da fonte se baseiam em uma afirmação feita por uma autoridade israelense, que informou que as partes se reuniriam “com mapas” para delimitar as zonas-piloto, algumas das quais estão situadas na região de amortecimento ocupada por Israel, que se nega a retirar suas tropas.