Rio de Janeiro, 09 de Março de 2026

Guerra no Oriente Médio tem morte de criança a cada hora, diz ONG

Save The Children denuncia que quase 300 crianças morreram no Oriente Médio devido à guerra, pedindo cessar-fogo urgente para proteger os mais vulneráveis.

Segunda, 09 de Março de 2026 às 14:21, por: CdB

Em nota nesta segunda-feira, a organização apelou a um “cessar urgente das hostilidades para proteger as crianças de maiores danos”.

Por Redação, com ANSA – de Teerã

Quase 300 crianças morreram no Oriente Médio desde o início da guerra iniciada pelos ataques dos Estados Unidos e de Israel contra o Irã em 28 de fevereiro, denunciou a Save The Children, destacando que o número equivale a “mais de um óbito infantil por hora”.

Guerra no Oriente Médio tem morte de criança a cada hora, diz ONG | Save The Children denunciou massacre infantil em meio a conflito no Oriente Médio
Save The Children denunciou massacre infantil em meio a conflito no Oriente Médio

Em nota nesta segunda-feira, a organização apelou a um “cessar urgente das hostilidades para proteger as crianças de maiores danos”, frisando, em particular, a situação no Líbano, onde “mais de 700 mil pessoas, incluindo mais de 200 mil crianças, foram deslocadas”, de acordo com dados do governo local.

Ajuda

A Save The Children explicou que está “distribuindo itens essenciais como cobertores, colchões, travesseiros, produtos para bebês, itens de higiene e água para famílias” na região.

– É devastador que os ataques aéreos no Líbano tenham matado 83 crianças e ferido outras 254, entre as quase 300 crianças mortas no Oriente Médio – afirmou Nora Ingdal, diretora da ONG em Beirute.

– Esses não são apenas números: são vidas jovens interrompidas e crianças cujos futuros foram alterados para sempre pela guerra – pontuou Ingdal, acrescentando que “toda guerra é uma guerra contra as crianças e, mais uma vez, as vemos pagando o preço mais alto por um conflito que não iniciaram nem tiveram qualquer participação”.

Por fim, a diretora da Save The Children no Líbano, reforçou que a prioridade é “o cessar imediato das hostilidades”, bem como o respeito de “todas as partes” ao “direito internacional e ao direito humanitário”. 

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