Rio de Janeiro, 08 de Fevereiro de 2026

Ganhadora do Nobel é condenada a seis anos no Irã

A ativista de direitos humanos Narges Mohammadi, ganhadora do Nobel da Paz, foi condenada a seis anos de prisão no Irã por conspiração e atividades de propaganda.

Domingo, 08 de Fevereiro de 2026 às 19:21, por: CdB

Narges Mohammadi foi condenada por conspiração e conluio para cometer crimes.

Por Redação, com CartaCapital – de Teerã

Um tribunal iraniano condenou a ganhadora do Nobel da Paz Narges Mohammadi a seis anos de prisão, informou à agência francesa de notícias Agence France-Presse (AFP) seu advogado, neste domingo. “Foi condenada por conspiração e conluio para cometer crimes”, disse Mostafa Nili. Também foi proibida por dois anos de deixar o País.

Ganhadora do Nobel é condenada a seis anos no Irã | A ativista de direitos humanos, Narges Mohammadi, em Teerã. Ela foi escolhida como vencedora do Prêmio Nobel da Paz de 2023
A ativista de direitos humanos, Narges Mohammadi, em Teerã. Ela foi escolhida como vencedora do Prêmio Nobel da Paz de 2023

Narges foi condenada, ainda, a um ano e meio de prisão por atividades de propaganda, e será exilada por dois anos na cidade de Josf, acrescentou o advogado. Segundo a legislação iraniana, as penas de prisão são cumpridas simultaneamente.

Devido aos problemas de saúde de Narges, Nili disse acreditar que ela possa ser libertada temporariamente sob fiança, para ser submetida a um tratamento. Ele ressaltou que o veredito não é definitivo e que há possibilidade de recurso.

Nos últimos 25 anos, Narges, 53, foi repetidamente julgada e presa por sua campanha contra a pena de morte no Irã e o código de vestimenta obrigatório para as mulheres. Passou boa parte da última década presa, e desde 2015 não vê os filhos, que vivem em Paris.

Em dezembro de 2024, Narges foi solta por três semanas, por motivos médicos relacionados à “sua condição física, após a remoção de um tumor e um enxerto ósseo”, segundo seu advogado.

Nobel da Paz

Mesmo presa, Narges ganhou em 2023 o Nobel da Paz, principalmente por sua campanha contra a pena de morte no Irã. Seus filhos receberam o prêmio em seu nome.

Grupos de defesa dos direitos humanos, entre eles a Anistia Internacional, afirmam que o Irã realiza mais execuções por ano do que qualquer outro país, exceto a China, sobre a qual não há dados confiáveis disponíveis.

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