Fabrício Gomes de Santana, de 40 anos, estava desaparecido desde o último dia 7; investigação aponta que cabo foi executado a mando do crime organizado após discussão em bar.
Por Redação, com Agenda do Poder – de São Paulo
O corpo encontrado pela polícia em uma área de mata em Embu-Guaçu, na Grande São Paulo, é do policial militar Fabrício Gomes de Santana, de 40 anos, desaparecido desde a última quarta-feira. A confirmação foi feita por meio de exame de impressões digitais realizado pelo Instituto Médico Legal (IML).

Segundo a Polícia Civil, o laudo preliminar apontou traumatismo cranioencefálico e sinais de tortura. O corpo foi localizado na manhã de domingo, após uma denúncia anônima indicar que o policial havia sido enterrado em um sítio na região. Mais de 80 agentes participaram das buscas, com apoio de cães farejadores.
Fabrício estava de férias e havia ido à capital paulista para visitar o pai e o filho, que moram na Zona Sul. Ele tinha casamento civil marcado para dois dias após o desaparecimento. O último contato com familiares ocorreu na manhã de quinta-feira.
Investigação aponta execução pelo crime organizado
As investigações indicam que o PM pode ter sido morto por ordem do crime organizado após uma discussão com um homem ligado ao tráfico de drogas na região do Horizonte Azul, na Zona Sul da capital. A principal linha de apuração aponta que Fabrício tenha sido levado para um “tribunal do crime”, hipótese já levantada pela polícia nos dias seguintes ao desaparecimento.
Testemunhas relataram que o policial passou a madrugada em um bar dentro da comunidade e teria se desentendido com um traficante. Durante a discussão, Fabrício teria revelado que era policial. Segundo a investigação, o homem deixou o local e avisou lideranças do tráfico sobre a presença de um PM na área.
Imagens de câmeras de segurança mostram o carro do policial circulando pela região no dia seguinte ao desaparecimento, seguido por outro veículo. O automóvel de Fabrício foi encontrado carbonizado na quinta-feira, em Itapecerica da Serra.
Prisões e diligências
Até o momento, quatro suspeitos foram presos temporariamente, incluindo o caseiro do sítio onde o corpo foi localizado. De acordo com a Secretaria da Segurança Pública (SSP), um dos detidos afirmou que Fabrício foi morto por criminosos após ser identificado como policial em uma área dominada pelo tráfico.
A Polícia Civil informou que segue ouvindo testemunhas e reunindo provas para identificar todos os envolvidos no crime. Em nota, a SSP lamentou a morte do policial e afirmou que as investigações continuam.
O corpo foi liberado pelo IML de Taboão da Serra, e o velório e o enterro estão previstos para esta segunda-feira, no Cemitério Cerejeiras, na Zona Sul de São Paulo.