Rio de Janeiro, 13 de Janeiro de 2026

Ex-presidente enfrenta pedido de pena de morte em Seul

Promotores da Coreia do Sul pedem pena de morte para o ex-presidente Yoon Suk-yeol, acusado de insurreição e abuso de poder em um caso que abala a democracia do país.

Terça, 13 de Janeiro de 2026 às 13:25, por: CdB

Na última audiência do processo realizada nesta terça-feira, com duração de 11 horas, as autoridades avaliaram as acusações contra o ex-mandatário por insurreição, abuso de poder e outros crimes relacionados ao caso.

Por Redação, com ANSA – de Seul

Promotores da Coreia do Sul pediram nesta terça-feira a pena de morte para o ex-presidente Yoon Suk-yeol por tentativa de declarar lei marcial em dezembro de 2024, mergulhando o país no caos. Já para o ex-ministro da Defesa Kim Yong-hyun, cúmplice da ação, foi pedida a prisão perpétua.

Ex-presidente enfrenta pedido de pena de morte em Seul | Apoiadora de Yoon mostra imagem de ex-presidente sobre a bandeira sul-coreana
Apoiadora de Yoon mostra imagem de ex-presidente sobre a bandeira sul-coreana

Na última audiência do processo realizada nesta terça-feira, com duração de 11 horas, as autoridades avaliaram as acusações contra o ex-mandatário por insurreição, abuso de poder e outros crimes relacionados ao caso.

Em suas alegações finais, os promotores acusaram Yoon de ser o líder de uma “insurreição” motivada por uma “sede de poder com o objetivo de instaurar uma ditadura e governar por muito tempo”. Ele também foi tido como alguém que não demonstrou “nenhum remorso” por ações que ameaçavam a “ordem constitucional e a democracia”.

“As maiores vítimas da insurreição neste caso são o povo deste país. Uma punição severa deve ser imposta”, pediu a Promotoria.

Já a equipe de defesa de Yoon comparou o ex-presidente a grandes figuras históricas, como italianos Galileu Galilei (1564-1642) e Giordano Bruno (1548-1600), cientista e pensador, respectivamente, que foram condenados injustamente. No caso de Bruno, ele foi executado na fogueira pela Inquisição.

O julgamento deveria ter sido concluído na sexta-feira mas foi adiado após 15 horas de deliberação.

Pena de morte a Yoon

Além da pena de morte a Yoon, os promotores pediram a prisão perpétua a Kim, ex-ministro da Defesa, acusado de envolvimento na tentativa de impor a lei marcial.

Yoon desencadeou uma crise política ao anunciar o fim do regime civil em dezembro de 2024 e enviar tropas ao Parlamento para impor a medida. No entanto, sua tentativa fracassou, e ele se tornou o primeiro presidente em exercício do país a ser preso, em janeiro passado, culminando na sua destituição do cargo em abril de 2025. 

Edições digital e impressa