O ministro, após análise do processo, manterá o atual regime prisional ou determinará a transferência de Bolsonaro para o 19º Batalhão da Polícia Militar do Distrito Federal, conhecido como ‘Papudinha’.
Por Redação – de São Paulo
O governo norte-americano, do presidente Donald Trump, segue de perto os desdobramentos políticos e judiciais no Brasil sobre o destino do ex-mandatário neofascista Jair Bolsonaro. Fontes dos EUA disseram ao canal de TV por assinatura SBT News, nesta terça-feira, que o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes, relator do processo que definirá se Bolsonaro volta para a cadeia ou cumpre a sentença em prisão domiciliar, está no centro do alvo.

As fontes, que falaram em condição de anonimato, adiantaram que possíveis ações consideradas prejudiciais à direita brasileira, durante o período eleitoral poderiam motivar novas sanções por parte dos Estados Unidos contra o Brasil.
O ministro, após análise do processo, manterá o atual regime prisional ou determinará a transferência de Bolsonaro para o 19º Batalhão da Polícia Militar do Distrito Federal, conhecido como ‘Papudinha’.
Ofensiva
Segundo as fontes consultadas pelo SBT News, a eventual revogação da prisão domiciliar de Bolsonaro poderia servir de fundamento para uma nova ofensiva política e diplomática dos Estados Unidos contra o magistrado. Jair Bolsonaro está condenado a cumprir uma pena de 27 anos e três meses de prisão no âmbito do inquérito da trama golpista. Atualmente, o ex-mandatário está em prisão domiciliar em função de problemas de saúde.
Questionadas sobre quais medidas poderiam ser adotadas, as fontes indicaram a possibilidade de reaplicação da Lei Magnitsky contra Alexandre de Moraes. A legislação norte-americana permite que o governo dos EUA imponha sanções a indivíduos acusados de violações de direitos humanos ou de práticas consideradas incompatíveis com princípios democráticos. Entre as medidas previstas estão restrições financeiras e bloqueio de bens sob jurisdição dos EUA.
Arma ilegal
A análise de Moraes ao processo ocorre paralelamente à investigação sobre uma arma de fogo registrada em nome de Jair Bolsonaro, apreendida durante uma blitz da PM do Distrito Federal. O ministro examina circunstâncias relacionadas à identificação do armamento com um agente do Gabinete de Segurança Institucional (GSI) durante uma abordagem realizada pela Polícia Civil do Distrito Federal em Brasília.
Bolsonaro prestou depoimento sobre o caso, nesta tarde, às vésperas da decisão definitiva acerca da da prisão domiciliar a que está submetido.
Em linha com as fontes do SBT News, o deputado cassado Eduardo Bolsonaro comentou a possibilidade de novas sanções contra Alexandre de Moraes e afirmou que a reaplicação da Lei Magnitsky contra o ministro do STF “seria apenas uma questão de tempo”.
A declaração reforçou as especulações sobre uma possível ampliação das pressões internacionais envolvendo decisões do STF e a campanha eleitoral que se aproxima, no Brasil.