Rio de Janeiro, 23 de Junho de 2026

EUA pressionam Moraes para não mandar Bolsonaro para Papuda

O governo dos EUA monitora a situação de Jair Bolsonaro e pressiona o ministro Alexandre de Moraes sobre sua possível transferência para a prisão. Entenda os desdobramentos.

Terça, 23 de Junho de 2026 às 19:57, por: CdB

O ministro, após análise do processo, manterá o atual regime prisional ou determinará a transferência de Bolsonaro para o 19º Batalhão da Polícia Militar do Distrito Federal, conhecido como ‘Papudinha’.

Por Redação – de São Paulo

O governo norte-americano, do presidente Donald Trump, segue de perto os desdobramentos políticos e judiciais no Brasil sobre o destino do ex-mandatário neofascista Jair Bolsonaro. Fontes dos EUA disseram ao canal de TV por assinatura SBT News, nesta terça-feira, que o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes, relator do processo que definirá se Bolsonaro volta para a cadeia ou cumpre a sentença em prisão domiciliar, está no centro do alvo.

Alexandre de Moraes
Alexandre de Moraes é o relator do processo sobre Jair Bolsonaro

As fontes, que falaram em condição de anonimato, adiantaram que possíveis ações consideradas prejudiciais à direita brasileira, durante o período eleitoral poderiam motivar novas sanções por parte dos Estados Unidos contra o Brasil.

O ministro, após análise do processo, manterá o atual regime prisional ou determinará a transferência de Bolsonaro para o 19º Batalhão da Polícia Militar do Distrito Federal, conhecido como ‘Papudinha’.

 

Ofensiva

Segundo as fontes consultadas pelo SBT News, a eventual revogação da prisão domiciliar de Bolsonaro poderia servir de fundamento para uma nova ofensiva política e diplomática dos Estados Unidos contra o magistrado. Jair Bolsonaro está condenado a cumprir uma pena de 27 anos e três meses de prisão no âmbito do inquérito da trama golpista. Atualmente, o ex-mandatário está em prisão domiciliar em função de problemas de saúde.

Questionadas sobre quais medidas poderiam ser adotadas, as fontes indicaram a possibilidade de reaplicação da Lei Magnitsky contra Alexandre de Moraes. A legislação norte-americana permite que o governo dos EUA imponha sanções a indivíduos acusados de violações de direitos humanos ou de práticas consideradas incompatíveis com princípios democráticos. Entre as medidas previstas estão restrições financeiras e bloqueio de bens sob jurisdição dos EUA.

 

Arma ilegal

A análise de Moraes ao processo ocorre paralelamente à investigação sobre uma arma de fogo registrada em nome de Jair Bolsonaro, apreendida durante uma blitz da PM do Distrito Federal. O ministro examina circunstâncias relacionadas à identificação do armamento com um agente do Gabinete de Segurança Institucional (GSI) durante uma abordagem realizada pela Polícia Civil do Distrito Federal em Brasília.

Bolsonaro prestou depoimento sobre o caso, nesta tarde, às vésperas da decisão definitiva acerca da da prisão domiciliar a que está submetido.

Em linha com as fontes do SBT News, o deputado cassado Eduardo Bolsonaro comentou a possibilidade de novas sanções contra Alexandre de Moraes e afirmou que a reaplicação da Lei Magnitsky contra o ministro do STF “seria apenas uma questão de tempo”.

A declaração reforçou as especulações sobre uma possível ampliação das pressões internacionais envolvendo decisões do STF e a campanha eleitoral que se aproxima, no Brasil.

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