Rio de Janeiro, 08 de Janeiro de 2026

EUA interceptam petroleiro ligado à Venezuela com bandeira russa

Interceptação de petroleiro vinculado à Venezuela pelos EUA intensifica tensões com a Rússia após captura de Maduro. Entenda os desdobramentos.

Quarta, 07 de Janeiro de 2026 às 12:57, por: CdB

A perseguição ao petroleiro integra a estratégia de pressão dos EUA sobre a Venezuela e amplia o embate com a Rússia após a captura de Maduro.

Por Redação, com OESP – de Washington

As Forças Armadas dos Estados Unidos interceptaram um petroleiro sancionado ligado à Venezuela no Atlântico Norte após persegui-lo durante semanas, em uma potencial escalada da crise iniciada pela captura do presidente Nicolás Maduro, no sábado.

EUA interceptam petroleiro ligado à Venezuela com bandeira russa | Navio petroleiro Bella-1 foi interceptado pelos EUA
Navio petroleiro Bella-1 foi interceptado pelos EUA

A interceptação foi confirmada por agências internacionais. A agência russa de notícias RT veiculou um vídeo que mostra um helicóptero americano circulando a embarcação em águas internacionais.

A perseguição ao navio Marinera, um petroleiro com bandeira russa que transportava óleo venezuelano no Oceano Atlântico, começou há duas semanas.

O governo de Donald Trump determinou em dezembro um embargo a todo o transporte de petróleo e derivados para dentro e fora da Venezuela.

Os EUA interceptaram um petroleiro e, desde então, diversos navios desligaram seus sistemas de comunicação e começaram a fugir das forças norte-americanas.

O Bella-1, que navegava com bandeira da Guiana, mudou de nome para Marinera e passou usar registro estatal russo.

Estados Unidos

O navio foi sancionado pelos EUA em 2024 por supostamente contrabandear carga para uma empresa ligada ao grupo libanês Hezbollah. A Guarda Costeira dos EUA tentou abordá-lo no Caribe em dezembro, quando ele se dirigia para a Venezuela. O navio recusou a abordagem e seguiu pelo Atlântico.

A apreensão do petroleiro ocorre quatro dias depois da incursão em Caracas que capturou o presidente da Venezuela e sua mulher, Cilia Flores.

Após a captura do dirigente venezuelano, funcionários do governo Trump afirmaram que continuariam a apreender navios sancionados ligados ao país latino.

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